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Entrevista a:

Américo dos Santos [americo1957] 



DESIGN
Qual é sua especialidade?
Vetorização de logos, criação de identidade visual e projeto gráfico.
Podemos ver seu portfólio online?
http://www.srtcdesign.blogspot.com/ É o ponto de partida para abrir portais como Deviantart, Flickr, entre outros.
O que você acha interessante no design?
Tudo é muito interessante. O fato de você criar uma marca que pode ser reconhecida por todos, quem sabe, no mundo inteiro. É você estabelecer uma identidade para um produto consumido, adequar padrões, ver o que vale a pena ou não na criação de um layout gráfico, os processos de criação, impressão, evolução... Tudo fantástico.
Sua trajetória profissional?
Ao longo do curso de jornalismo, meados de 2008, entrei em contato com a disciplina "Projeto Gráfico", conhecendo softwares de vetorização gráfica. Antes disso, já tive contato com programas de tratamento de imagens, já "abraçando" um pedaço da área pelo gosto e forte identificação. A partir daí, projetos aleatórios foram criados, até a recriação de uma empresa fictícia, apta a receber identidade visual para treino.
Prêmios recebidos por seus trabalhos em design?
Ainda não recebi nenhum prêmio. Sequer possuo especialização na área, mas estou rumando para isso.
Qual é sua motivação? O que faz você acordar com entusiasmo de manhã?
Não sei. Talvez as ideias que surgem no caminho entre casa e faculdade, programas de TV que rendem um layout repentino...
Como você define seu estilo em design?
Creio que seja um design limpo e objetivo. Uso fontes limpas, sem serifa (Univers, Helvetica, Humanist, Futura), cores sólidas, muito degradé.
Como você promove e vende seu trabalho?
No momento, estou criando portfólio pessoal online, já com o projeto da divulgação em blog pessoal (SRTC Design). Adiante, pretendo especificar ainda mais, encaminhando material em newsletters, montagem de photobooks, folders...
Que novas áreas você gostaria de experimentar?
Design gráfico ou diagramação.
Formas, cor, conceito, por onde você costuma conceber um design?
Muita análise, leitura, observação. Esta última, mais importante. O ato de observar me faz perceber os detalhes de imagens ou cenas do cotidiano. Cada imagem rende um detalhe que chama mais atenção. Com isso, fica possível escolher o que é melhor para se definir um layout, esboço ou peça gráfica.
Quais são suas fontes para se documentar e gerar idéias?
Bastante televisão, com foco na produção gráfica de filmes, independentemente de época, contexto ou país. Outros designers, livros e sites costumam ser fontes usuais.
Que festivais ou prêmios de sua especialidade você acha mais interessantes?
São prêmios de design. Diversos. Premiar o talento e a "genialidade" de diversos é iniciativa bacana.
Qual é seu tipo favorito de cliente?
Adoro emissoras de televisão. Obviamente pela sua capacidade gráfica muito abrangente: Design gráfico, Web, Motion design... A criação de vinhetas e sites temáticos é algo muito impressionante.
Até certo ponto, é lícito copiar?
Se copiar, diga de onde tirou e quem fez. Assim você apresenta o original, dando-lhe os créditos. É importante ver se ele aceita ou não alterações em sua obra original. Caso contrário, não seria recomendável, pois pode render um grave problema judiciário.
Coisas que você detesta ver em um design
O uso da fonte Arial, poluição e erros de digitação grotescos, pontuação errada... Além disso, o design não pode ser só bonito. Tem que ser funcional. Não adianta criar um site em que o usuário tenha que percorrer um labirinto para clicar na home, por exemplo.
Você acha que as novas gerações são melhores fazendo design?
Cria-se muito. Os jovens têm muito potencial, mas não podemos esquecer das origens, pois tudo (ou quase tudo) foi criado muito antes. As gerações anteriores se inseriram na vanguarda, muitas vezes, quebrando padrões e sofrendo graves penalidades por isso. Foram corajosos e ousados: coisas que faltam hoje em dia.
Para que tipo de cliente você se negaria a trabalhar?
O cliente que não consegue se definir. Cada empresa tem sua visão e identidade corporativa. Se ele não tem, creio que não possa criar uma para ele, pois Missão e valores são criados por outros profissionais. Não é o designer que vai fazer isso.
Como você calcula o orçamento para um projeto de design?
Como ainda não fiz nenhum projeto do começo ao fim, ainda não estipulei gastos que entremeiam processo inicial de criação até final, de impressão ou distribuição.
Que profissionais de seu setor -contemporâneos ou históricos- são os que você mais admira?
Max Miedinger, tipógrafo - por ter criado a Helvetica
Os criadores da identidade visual da emissora de TV Deutsche Welle (em 2007)
Os designers da Apple, a partir das ideias de 2004, em diante.
A Post Panic, pelas criações para a MTV.
Que aplicações de software são as que você mais usa para seu trabalho?
Uso com frequência: Adobe Photoshop, CorelDraw, InDesign, PageMaker, Illustrator. Aprendendo a lidar com Flash, Dreamweaver, Premiere, After Effects...
Até que ponto seus designs refletem sua personalidade?
Meu cotidiano, os programas de TV e filmes que assisto, os jornais que leio, as memórias pessoais... Tudo isso influencia na personalidade e criação de um layout.
Como você distingue o passageiro e o real nas novas tendências?
Num mundo pós-modernista, todo e qualquer projeto já nasce com uma "obsolescência programada". Cabe a nós fazer com que essa rápida mutação continue ou se estatize, por meio de nossos projetos.
Se não fosse designer, o que você estaria fazendo?
Escrevendo, trabalhando em um banco, empregos simples, lutando pela sobrevivência.
Que trabalho ou projeto seria seu sonho neste momento?
Cuidar (e ter condições de cuidar, logicamente) de uma conta de emissora de TV como a "Deutsche Welle", "Kabel Eins" ou "Russia Today"
Você se vê nesta profissão daqui a vinte anos?
Acho que sim. Gosto da área, me identifico muito. A não ser que haja um desvio de percurso num breve futuro. E isso é possível, logicamente.
Que portais online de design você freqüenta?
WebDesignDev, Oatmeal, vários sobre trabalhos freelance e portfólios de outros artistas, além do DeviantArt.

JORNALISMO
Qual é sua especialidade? De que assuntos você trata?
Crônicas, análises, redação, revisão textual.
Em que meios você trabalhou?
Assessorias de Imprensa do Conselho Regional de Farmácia do Estado de S. Paulo e Infraero - Aeroporto de Congonhas.
Um endereço web onde possamos ver algo sobre você?
http://www.srtcdesign.blogspot.com/
O que é noticia?
Tudo aquilo que é factual. Logicamente, depende muito do viés ideológico, interesse do canal e audiência. Uma notícia, para mim, pode não ser notícia para outro repórter.
O que é para você a objetividade?
Ouvir os dois lados, ser conciso e dinâmico. Ser objetivo é alcançar as três características sem ser pedante ou passar dubiedade.
Qual é a melhor manchete que você leu?
Várias. Dentre elas, uma cobertura da Folha de S.Paulo sobre a TV Cultura. Foi em 2009.
Qual é a manchete que você gostaria de ver algum dia nos jornais?
Nenhuma específica, no momento. A mídia costuma abranger bastante coisa... Há bastante assunto na atualidade pra ser discutido e, realmente, vêm sendo. Só não na intensidade desejada, suponho.
Que jornal você compra aos domingos? Onde você o lê?
Quase não estou comprando mais jornal. Quando o compro é a Folha de S. Paulo. Geralmente leio em casa.
A liberdade de expressão acaba onde começa a linha editorial da mídia?
Hoje em dia, falar de liberdade de expressão é dizer bobagem. Somos condicionados a escrever, citar ou trabalhar para os veículos. Cada qual já carrega seu viés editorial. Raramente conseguimos fugir disso.
O jornalismo de analise e investigação está se perdendo?
Já se perdeu. As assessorias de imprensa fazem esse trabalho, entregando a matéria já pronta, inclusive com os personagens, possíveis fontes de entrevista... Tudo já pronto e o esforço é mínimo.
Com uma câmera em cada telefone, cada cidadão se transforma em um correspondente?
Com o avanço da internet, qualquer coisa vira notícia, qualquer um vira repórter, no momento de contar a sua realidade. Com esse fato, cada cidadão pode noticiar um fato, da forma que bem entende ou encara a situação. Fim dos tempos?
Como você explica o auge do jornalismo dedicado ao show business?
É um jornalismo vendável, chapa branca, que defende um único propósito, mas por sobrevivência: audiência e lucro. Comum.
Qual é sua posição sobre o direito dos famosos a sua intimidade?
Famosos se utilizaram da mídia para "galgar" o espaço do estrelato. Dessa forma, com tamanha responsabilidade, há um preço. Sua intimidade é questionável, por isso, fortemente buscada pela mídia. Aceitou as cláusulas de ficar na mídia? Continue nela ou dê espaço para outro.
O que você pode nos ensinar sobre a arte da entrevista?
É como conversar, mas uma conversa com foco. Não se fala de abóboras quando a entrevista é sobre melancias. Pode-se quebrar o gelo, mas no final.
E sobre a arte de entrevistar, use gravador, bloco de papel. Rabisque, faça palavras-chave... NÃO CONFIE NA MEMÓRIA. Anote dados, números, pesquisas, principalmente o nome do entrevistado, o cargo e a empresa: primordial!
Pessoas famosas que você entrevistou
Nenhuma. E não sinto falta disso.
O jornalismo blog está revolucionando a profissão?
Está abrindo nichos para o jornalismo, o que resulta em uma gama maior de profissionais. O foco principal deixa de ser nos grandes portais de notícias, recebendo um pouco de pluralidade com os blogs.
O jornalismo de papel desaparecerá?
Não desaparecerá de maneira alguma. Quando mais se tornar específico ou artigo de colecionadores, mas sempre existiu e sempre existirá notícia em papel.
O que você pensa de imprensa gratuita que se distribui nas cidades?
Ela é efetiva? Quem recebe? Está nos centros das grandes cidades ou avança pelas periferias? Nenhuma das questões acima ainda teve respostas. Pesquisas são feitas, mas ainda não tenho exatamente uma opinião formada sobre o assunto. Apenas acredito que essa imprensa gratuita, em tese, é oriunda dos grandes veículos de comunicação: Exemplo: O Metro, em SP é anexado à BAND.
Qual é o livro que você gostaria de escrever?
Tange mais o jornalismo literário. Melhor especificando, escrevo contos, narrativas, histórias, crônicas. Já tenho material contemplando o conteúdo, mas não publiquei.
Algum lema ou principio ético esclarece suas decisões em momentos de confusão?
Não. Quando existe o caos, ele permanece até que seja resolvido.
Que conselho você dá a alguém que acaba de sair da faculdade e quer se introduzir na profissão?
Não tenha medo de errar, de ligar pra jornalista chato que te xinga de tudo quanto é nome, de editor que manda sua mãe para um lugar bem indecente, nem de carregar caixas por aí ao invés de entrevistar pessoas. Você ouvirá de muitos: "Você não sabe escrever", "Seu texto é podre, um lixo...", mas isso precisa ser um incentivo para que você continue e não desista.

Busque estágios, entre na área assim! Não tenha medo de perder aquele empreguinho medíocre no banco onde você trabalha ou na lojinha de sapatos. É difícil? É, com certeza. Mas pare de pensar no presente quando seu futuro está em jogo. E é você quem escolhe. Portanto, vá em frente! Como dizer que o mel é gostoso sem ter provado? Quanto mais rápida sua entrada no mercado, mais experiência você acumula ainda aprendendo. Não deixe pra depois e se arrependerá.
 

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[americo1957]
Américo dos Santos
São Paulo, Brasil


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© Américo dos Santos
Endereço web desta entrevista:http://www.whohub.com/americo1957

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