Entrevista a:Augusto Castro [augustocastro]
DIREITO
 | O que você estudou? Em que você se especializou? Direito Civil em geral, mas mais especialidade em Direito das Famílias e Direito Homoafetivo. |
 | Qual foi sua experiência profissional no campo do direito? Quanto faz que você exerce a profissão? Diversas experiências desde o primeiro período de faculdade, em órgãos públicos e escritórios. Atuo desde 2009. |
 | Que links você tem na internet onde possamos ver algo sobre você? http://www.facebook.com/profile.php?id=737094862 |
 | Que tipo de casos são os que mais lhe interessam? Todos os casos em direito, me abrem os olhos. Mas, gosto daqueles que há pouco estudo ainda no ramo. |
 | Como os clientes vêm a você, por que você acha que o selecionam? Sites, matérias relacionadas, artigos. |
 | Como você aplica suas tarifas? Têm a ver com sua dedicação, com o que está em jogo, ou com as possibilidades econômicas do cliente? Temos sempre que colocar na balança essas 3 questões citadas, evidentemente. |
 | Como se vende a um cliente a estratégia que você ideou para seu litígio? Tem que sempre explicar e manejar o assunto de acordo com as idéias, mostrando de forma clara e precisa, afinal, estamos explicando para leigos. |
 | Seus clientes podem estar emocionalmente muito alterados. Como você consegue que adotem uma atitude racional e realista? Temos que mostrar como será o resultado, em ambos os caminhos. |
 | O que acontece quando suas tripas indicam que seu cliente lhe está mentindo? Falo para ele, temos que ter ética, e não nos deixarmos levar pelos clientes, que muitas das vezes, metem. |
 | Você defendeu alguma vez a inocência de alguém ainda sabendo com certeza que é culpado? Sim. Faz parte, dependendo do caso, e se o cliente é verdadeiro conosco. Podemos sim, acreditar em inocência. Ou, um culpado eventual. |
 | Que razões você tem tido para não pegar um caso? E como o justificou? Impedimento pessoal. Não gosto de mentir, nem omitir aos meus clientes. |
 | Que estratégia costuma ser mais efetiva, a agressiva e intimidadora, ou a que procura um acordo razoável? Tudo depende do caso, e do momento. |
 | É importante conhecer de antemão a personalidade e costumes do juiz que vai decidir o caso? Isso, muitas das vezes, funciona sim. É sempre bom, conhecermos quem irá decidir nosso caso. |
 | Faz falta valentia para exercer sua profissão? Sim. |
 | O que é justiça? Há alguma forma de medi-la, ou é só um sentimento? Justiça, é fazer o certo. Independente do que está expresso em lei. É um sentimento, concretizado em atitudes. |
 | Deve-se ter em conta a repercussão social de uma sentença? A mensagem que envia à sociedade? Sim, desde que correta e justa. |
 | A análise de DNA está revelando graves erros judiciais do passado. Isso não é suficiente argumento para abolir a pena de morte? Todos têm o direito à vida, independente do que fez. Tem-se que pagar de forma justa, e não "olho por olho", "dente por dente". |
 | É aceitável eticamente conceber o litígio como oportunidade de negocio? Não |
 | Um vídeo demonstra a culpabilidade do acusado, mas como foi gravado ilegalmente não se aceita como prova e o acusado sai livre. É absurda essa justiça? Sim. Justiça, nem sempre é seguir as leis, ou o que a sociedade impõe. É o certo e pronto. É termos os direitos constitucionais pétreos resguardados. |
 | O que você vê de bom e de ruim no sistema de júri popular? O juri, é formado por pessoas que não entendem de lei, e muitos já vão com o sentimento de condenação. O Juri brasileiro, tinha que seguir os parâmetros do juri americano. Os Jurados são estudados, secretamente, por dias, ou até mesmo meses, antes de serem sorteados. Assim, fazem uma escolha justa, para um justo sorteio. |
 | É necessário manter a justiça lenta e cara para evitar uma avalanche de casos irrelevantes? Não é a forma correta de evitar casos irrelevantes. Tem que haver filtro de ações pelo magistrado, logo do ajuizamento. |
 | Como você vê a defensa dos direitos autorais em um futuro cada vez mais digital? Existem casos e casos. Temos que sermos pensantes. |
 | É excessivo o espaço que a mídia dedica aos crimes? Sim, temos que mostrar quando não há punição.Como nos casos de homofobia, assim, pressionamos a justiça e os governantes. O que não pode, é como no caso da Isabela, que foi assassinada pelo pai e pela madrasta, a televisão condenar, antes do juri. Isso, é fato que implica em um julgamento justo e imparcial. A mídia tem muito poder, quando quer. |
 | Em que áreas você continua se formando para estar em dia? Procuro sempre estar em dia com todas as áreas, é inevitável. Mas as decisões que envolvem a "vida" das pessoas me chamam mais a atenção. |
 | Aonde vai seu futuro profissional? O que você gostaria de estar fazendo daqui a cinco anos? Como um magistrado. |
 | Que conselho você pode dar a alguém com vocação por esta profissão? Pense muito, veja se realmente é isso que quer. O Direito requer estudo diário, e dedicação permanente. Ele, ou se ama, ou se odeia. |
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