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Entrevista a:

Bruna Demaison [bdemaison] 


CINEMA-TV
Qual é sua especialidade: produção, direção...?
Apostas.
Algum link onde possamos ver referencias de seu trabalho?
www.osbuchas.com.br; www.statussolteira.com.br; www.twitter.com/brunademaison
Como você começou neste trabalho? Quem o introduziu?
Comecei escrevendo histórias usando meus cachorros como personagens, passei a criar outras a partir da observação de pessoas que me cercavam e cursei Comunicação para me aperfeiçoar tecnicamente. Diferente do planejado, não fui estagiar em revistas porque a TV me fisgou antes através de produtoras independentes, mas preocupada com uma crise no mercado experimentei trabalhar com marketing em uma agência de pequeno porte. Enquanto começava um MBA no assunto a FGV lançou o curso de Film and Television Business, que comprovou que eu era mais feliz naquele ambiente. Voltei para TV com o crachá de operadora e conheci as pessoas mais importantes da minha carreira. Participei de uma fusão, optei por continuar morando no Rio, enquanto buscava uma boa oportunidade lancei um livro de crônicas, produzi os Jogos Panamericanos, fiz trabalhos como free-lancer e fui contratada pelo meu canal de TV favorito. De olho nas inovações tecnologicas e de mercado ingressei em uma empresa de telecom para implantar uma nova era na história da TV no Brasil, e cá estou.
Quais foram os trabalhos mais emblemáticos de sua carreira?
www.castigofinal.com.br www.osbuchas.com.br www.statussolteira.com.br www.oitv.com.br www.sky.tv.br
Você trabalha para um cliente, para a audiência, ou para sua própria aventura criativa?
Meu cliente é o público que gera audiência e o desafio de conquistá-lo e mantê-lo é parte integrante da minha própria aventura criativa.
O que deve ter um bom roteiro para que lhe interesse?
Emoção, qualquer coisa que se sinta. Mais importante do que o meio de transmissão ou o formato em que será contada é a noção de que tudo depende de uma boa história. E uma boa história precisa tocar um nervo qualquer do público.
Três diretores ou produtores contemporâneos que você admire
José Padilha por ter revertido um problema de distribuição a seu favor, ter o mérito de arrebanhar um numero recorde de publico com uma historia inteligente e bem-feita e ter conseguido se superar na continuação de Tropa de Elite. Woody Allen por tratar suas neuroses transformando-as em arte e não se acomodar. Guel Arraes pelo núcleo de qualidade e inovação implantado na maior emissora de TV aberta do país.
Filmes ou series de TV que lhe inspiram para se dedicar a isto?
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e trabalhos do Michel Gondry, A Noviça Rebelde e filmes onde o cenário passa atrás do carro em close, cinema independente americano com Little Miss Sunshine, Aos Treze e Garden State, experimentos como Dogville, obras como Anos Rebeldes, atualidades como House, Felicity, That 70´s Show, Friends e Lost.
Que revistas ou websites do setor você segue regularmente?
BlueBus, Tela Viva, AdNews, Meio e Mensagem, Brainstorm#9, The Hollywood Reporter, C21, Variety, Wired, TechCrunch, Mashable e seus infinitos links.
Você come pipoca no cinema?
Não! Como pão de queijo.
Que respeito você dá ao fenômeno reality? Que experiências você teve neste gênero?
Os realities salvaram a pátria americana e seus licenciamentos durante a greve dos roteiristas, e em um país que adora fuçar a vida alheia como o Brasil caiu como uma luva. Há boas e péssimas produções como em qualquer outro formato, personagens desprezíveis e ricos. Minha experiência é somente como público e eu uso sim os conflitos apresentados como material de estudo. Guilty pleasure!
O que funciona melhor para você na hora de selecionar um ator: una audição, ver alguns de seus trabalhos anteriores ou tendo uma longa conversa a sós?
Já chegam a mim os castings editados, prefiro ver a experiencia do ator em trabalhos anteriores. You Tube é portfolio!
Grandes orçamentos ou pequenas produções independentes: de que você mais gosta?
Nada contra dinheiro farto, mas as pequenas produções são estimulantes e um desafio à criatividade. Mas, para as temporadas seguintes, uma verba maior é importante porque ninguém paga contas só com sorrisos de orgulho.
Você gosta de experimentar com novidades tecnológicas de imediato ou prefere esperar que amadureçam?
Adoro novidades tecnológicas!
O futuro do cinema está na Internet? Está nos móveis?
O celular matou o pager, mas o radio está aí, o jornal de papel, a TV na sala da família, quem gosta de cinema precisa da sala escura, silencio na plateia, o mundo fora da sala por 120 minutos.
O conceito de vídeo interativo lhe suscita oportunidades criativas ou lhe deixa fria?
Oportunidades criativas.
O que você recomendaria a alguém que quiser abrir seu caminho na indústria?
Estudo, invistimento, entender a diferença entre business e obra de arte, ler o caderno de economia antes do de cultura, descobrir um equilibrio entre a cara-de-pau e a proatividade, dançar como se ninguém estivesse vendo, apaixonar-se como se nunca tivesse se machucado e trabalhar como se não precisasse do dinheiro (mas uma vez por semana olhe as contas sobre a mesa e exija reconhecimento).
MULTIMEDIA
Qual é sua especialidade em multimídia?
Desenvolvimento de projetos para TV com desdobramento em multiplataformas.
Você tem um website ou blog onde possamos ver algo de seu trabalho?
www.twitter.com/brunademaison; www.osbuchas.com.br; www.statussolteira.com.br
Qual foi sua trajetória? Como você chegou até aqui? O que você fazia antes?
Comecei escrevendo histórias usando meus cachorros como personagens, passei a criar outras a partir da observação de pessoas que me cercavam e cursei Comunicação para me aperfeiçoar tecnicamente. Diferente do planejado, não fui estagiar em revistas porque a TV me fisgou antes através de produtoras independentes, mas preocupada com uma crise no mercado experimentei trabalhar com marketing em uma agência de pequeno porte. Enquanto começava um MBA no assunto a FGV lançou o curso de Film and Television Business, que comprovou que eu era mais feliz naquele ambiente. Voltei para TV com o crachá de operadora e conheci as pessoas mais importantes da minha carreira. Participei de uma fusão, optei por continuar morando no Rio, enquanto buscava uma boa oportunidade lancei um livro de crônicas, produzi os Jogos Panamericanos, fiz trabalhos como free-lancer e fui contratada pelo meu canal de TV favorito. De olho nas inovações tecnologicas e de mercado ingressei em uma empresa de telecom para implantar uma nova era na história da TV no Brasil, e cá estou.
Que classe de clientes você tem? Como chegam a você?
Vamos falar assinantes ao invés de clientes? A operadora busca potenciais assinantes de TV que ainda não tem acesso a esse serviço. Eles chegam até a empresa onde trabalho fisgados por iniciativas inusitadas como montar uma peça de teatro para lançar uma série ou estabelecer parceria com um site de relacionamentos virtuais para promover outra. Apesar de ter um orgulho especial por essas ações também investimos em ferramentas de comunicação tradicional, call centers, pontos de venda e qualidade para estimular o boca-a-boca.
 

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Bruna Demaison
RJ, Brasil


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© Bruna Demaison
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