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Entrevista a:

Berenice Gehlen Adams [bereadams] 


ESCREVER
Como você começou a escrever? Quem lia para você ao principio?
Sempre gostei de escrever, mas iniciei mesmo em 92, motivada pela Eco 92. Acompanhei o evento pela mídia e como educadora e mãe senti que escrevendo poderia colaborar com a Educação Ambiental.
Qual é seu gênero favorito? Algum link onde possamos ver ou ler algo sobre sua obra recente?
Gosto muito de crônicas do dia a dia e de escrever para crianças, além de elaborar materiais didáticos e artigos de opinião e acadêmicos sobre Educação Ambiental para docentes. É possível conhecer alguns poemas infantis no link: http://www.apoema.com.br/poemasinfantis.htm. No http://projetoapoema.blogspot.com/ e no http://www.apoema.com.br é possível acessar diversos textos e artigos, tanto de opinião como acadêmicos.
Como é seu processo criativo? O que ocorre antes de se sentar a escrever?
Normalmente a motivação vem sobre assuntos da atualidade principalmente os relacionados com as questões ambientais e educacionais. Para as crônicas primeiro defino o tema, pesquiso, solto a inspiração - aí vem m rio de palavras - reviso e publico.
Que tipo de leitura ativa sua vontade de escrever?
Gosto muito de me manter informada sobre as questões ambientais, então, as notícias e informativos alimentam esse prazer que resulta em meus escritos. A criatividade das pessoas para encontrar soluções simples para problemas ambientais complexos são também uma motivação. Saber de gente que faz, saber o que fazem e como fazem para tornar o mundo melhor é o que mais me empolga para escrever. Gosto e publico materiais informativos.
Quais são para você os ingredientes básicos de uma historia?
Penso que toda história precisa sensibilizar e para isto, precisa ter um bom conteúdo, uma linguagem acessível, e gosto muito de finais que surpreendem.
Em que sapatos você se encontra mais cômodo: primeira pessoa ou terceira pessoa?
Em crônicas na primeira pessoa, e em outros trabalhos depende do momento, da inspiração, do objetivo da obra. Não dispenso a terceira pessoa!
Que escritores conhecidos são os que você mais admira?
São, na maioria, da área da educação: Rubem Alves, Darcy Ribeiro, Frei Betto, Leonardo Boff. Mas na área litarária gosto de Gabriel Garcia Marques, e na categoria infantil gosto da Angela Lago, Ziraldo, Ruth Rocha... De senso crítico, Eduardo Galeano.
O que torna um personagem crível? Como você cria os seus?
Quando é intenso, vivo, que emociona, que faz rir ou chorar, que incentiva, que desacomoda, que te envolve na história. Sem isso não há envolvimento do personagem com o leitor.
Você é igualmente hábil contando historias oralmente?
É interessante essa pergunta! Eu não tenho a mesma habilidade oralmente, mas a experiência tem me trazido um crescimento que me surpreende. A primeira vez que fui falar de um trabalho meu, em público (eram 1500 pessoas), quase morri do coração, risos, então, no início era dificílimo, pois uma plateia é bem diferente de uma página (ou tela) em branco. Agora, para crianças eu viro criança também. Hoje já me sinto bem à vontade, mas me preparo e estudo quando palestro sobre meus escritos e ideias sobre Educação Ambiental.
Profundamente em sua motivação, para quem você escreve?
Escrevo profundamente para quem trabalha com seres humanos, professores, educadores, principalmente com crianças, e claro, escrevo também para as crianças, principalmente quando a Bere, menina canhota, míope e travessa, começa a espernear dentro de mim querendo brincar com as palavras.
Escreve como terapia pessoal? Os conflitos internos são uma força criadora?
Escrever é muito bom! Então, pode até funcionar como terapia, porque a criatividade nasce, normalmente, da crise, e se transforma em algo que nunca ninguém leu. Acho isso muito bacana, principalmente quando me surpreendo com algumas coisas que escrevo. Às vezes me pergunto "de onde veio isto? Veio mesmo de mim?"
O feedback dos leitores serve pra você?
Sim, sem dúvida! Aumentam a motivação.
Você se apresenta para concursos? Você recebeu prêmios?
Gosto de concursos porque eles tamém te motivam a escrever, pois o mundo editorial não é nada fácil e ter a chance de ver sua obra publicada é uma inspiração. De alguns participei e não fui selecionada e já venci dois concursos. Um de redação, pela AESSul, que vieram de caminhão para entregar os prêmios que tenho até hoje, e outro foi pelo Yazigi, no concurso Escreva pela PAZ. São prêmios que me deram mais coragem e confiança no meu trabalho.
Você compartilha os rascunhos de suas escrituras com alguém de confiança para ter sua opinião?
Às vezes compartilho os rascunhos com meu marido Pedro e com minhas filhas Alice, que é jornalista e com a Elma, Turismóloga, dependendo o tema ou a abrangência do trabalho, mas muito pouco. Gosto mais de apresentar pra eles quando o trabalho está pronto, ou quase.
Você acredita ter encontrado "sua voz" ou isso é algo eternamente buscado?
Sim. Acredito, e muito!
Que disciplina você se impõe para horários, metas, etc.?
O fluxo criativo é quem me disciplina para horários e metas, mas como às vezes temos prazos, assim que me disponho a alguma produção já estabeleço um tempo e inicio logo a ponto de não esgotar o tempo limite. Não gosto de escrever sob pressão. Aí não sai como eu gostaria.
De que você se rodeia em seu escritório para favorecer sua concentração?
Estou sempre rodeada de livros e mais livros...
Você escreve na tela, imprime com freqüência, corrige em papel...? Como é seu processo?
Depende da temática e do momento da inspiração. O mais comum é usar o computador mesmo, sem imprimir para corrigir. Escolho a temática e começo a digitar, e de preferência só paro quando o texto está concluído - no caso de crônicas ou artigos de opinião. Com histórias é um pouco diferente, aí gosto de escrever no papel e sentir as palavras nascendo...
Que sites você freqüenta online para compartilhar experiências ou informação?
Blogs, Twitter, Facebook, Orkut.
Como foi sua experiência com editoras?
Em 2003 criei minha editora para publicar meus livros, pois inicialmente bancava as edições depois não podia vender para escolas por não poder fornecer nota filcal. Foi assim que nasceu a Apoema Produções Paradidáticas Ltda. - A apoema Cultura Ambiental. Os livros são vendidos somente pela internet http://www.apoema.com.br/LivrosdeEA.htm
Em que projeto você está trabalhando agora?
Em muitos, mas saliento um especificamente que ainda está em gestação bem inicial que é a narração de uma história infantil focada para comunidades quilombolas. Vou auxiliar a reescrever a história que é de um escritor e professor de Artes e Música da UFRJ, Walwn Rocha, e vou também ilustra-la.
O que você me recomenda fazer com todos esses textos que venho escrevendo há anos mas nunca os mostrei a ninguém?
Crie um blog e liberte seus textos das páginas rascunhadas. Eles te levarão para o mundo. A internet é uma porta aberta para inúmeras possibilidades.
 

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Berenice Gehlen Adams
Novo Hamburgo/RS - Brasil


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© Berenice Gehlen Adams
Endereço web desta entrevista:http://www.whohub.com/bereadams

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