Entrevista a:Diogo Oliver [diogoconsultor]
ESCREVER
 | Como você começou a escrever? Quem lia para você ao principio? Começei a escrever logo cedo aos 6 anos já produzia minhas ideias de mundo. Ninguém nunca leu para mim... Em casa não se tinha livro. |
 | Qual é seu gênero favorito? Algum link onde possamos ver ou ler algo sobre sua obra recente? Drama. Filosofia e reflexões. |
 | Como é seu processo criativo? O que ocorre antes de se sentar a escrever? São inúmeras as manifestações e ocorrências. Tudo me leva a escrever. Desde o ato mais simples ao mais selvagem. |
 | Que tipo de leitura ativa sua vontade de escrever? Escrevo independente de leitura. |
 | Quais são para você os ingredientes básicos de uma historia? Aquilo que me satisfaça... |
 | Em que sapatos você se encontra mais cômodo: primeira pessoa ou terceira pessoa? Em ambos. |
 | Que escritores conhecidos são os que você mais admira? Lya Luft; Dan Millmam; Mario Sérgio Cortela; Nuno Cobra; Maquiavel; Clarice Lispector entre tantos outros. |
 | O que torna um personagem crível? Como você cria os seus? Para mim é difícil dizer, porque meus personagens nascem dos conflitos do dia a dia... Não s etem um estereótipo... Eles se movimentam e estão em constante mudança. |
 | Você é igualmente hábil contando historias oralmente? Depende da história. |
 | Profundamente em sua motivação, para quem você escreve? Escrevo sempre para mim mesmo. Para os varios eus em mim. |
 | Escreve como terapia pessoal? Os conflitos internos são uma força criadora? Tudo está conectado e me é motivo. |
 | O feedback dos leitores serve pra você? Sempre. |
 | Você se apresenta para concursos? Você recebeu prêmios? Não. Escrevo apenas para mim mesmo. |
 | Você compartilha os rascunhos de suas escrituras com alguém de confiança para ter sua opinião? Sim! Divido com poucos amigos que adoram ler o que escrevo. |
 | Você acredita ter encontrado "sua voz" ou isso é algo eternamente buscado? Creio que essa voz me acompanha desde que cheguei a este mundo. |
 | Que disciplina você se impõe para horários, metas, etc.? Nenhuma. Apenas sigo o fluxo. |
 | De que você se rodeia em seu escritório para favorecer sua concentração? Lápis ou caneta e muito papel; porém existe muitos elementos naturais. Com pedras, ornamentos etc. |
 | Você escreve na tela, imprime com freqüência, corrige em papel...? Como é seu processo? Escrevo onde a vida permite. |
 | Que sites você freqüenta online para compartilhar experiências ou informação? Facebook |
 | Como foi sua experiência com editoras? Estranha |
 | Em que projeto você está trabalhando agora? Educacional e um drama |
 | O que você me recomenda fazer com todos esses textos que venho escrevendo há anos mas nunca os mostrei a ninguém? A escolha é sempre sua... Deves decidir por si só se queres compartilhar com os outros aquilo que de certa forma é uma parte de você. |
EDUCAÇÃO
 | Que matérias você ensina? Que tipo de alunos você tem? Sociologia e Filosofia. Meu alunos são dos mais variados, e posso afirmar, todos como capacidades e talentos incríveis que se bem trabalhados podem se tornar pessoas de muito sucesso. |
 | Algum link onde possamos ver que você faz ou o centro onde você trabalha? No momento não. Mas se me procurarem no facebook, de fato encontraram algumas de minhas proposições sobre a vida. Diogo Oliver facebook |
 | Que experiências do passado o levaram a dedicar-se a isto? Como se despertou em você a vocação educadora? Creio que toda a minha estadia na Escola Pública me deu essa direção. Os acontecimentos de minha infância na escola e a influência de bons professores. Posso dizer, que tive os melhores, pois eles ensinavam mesmo, a todo vapor e sem contar que muitos desses apostaram em mim. Gostaria desse momento, para agradecê-los por me notar na sala mesmo em meio a tantos barulhos e tantas dificuldades que um educado naquela época, já enfretava. |
 | Que mestre ou mestra foi mais influente em você, e por quê? Difícil falar: todos eles sempre deixaram marcas em mim. Mas, me lembro de alguns em especiais... A Professora de História do Euclides da Cunha, graças a ela eu consegui assistir o peça " Vida e morte Severiana"... A Dona Angela, a Professora de História de Minas Gerais... As professoras de História das Escolas de São Paulo em que estudei: Ilda, Vânia; essas mulheres marcaram minha vida na educação. Lógico, tem também os Professores de outras matérias: Geografia, Física, Matemática e Quimíca a qual nunca fui muito bom, mas o professor era excelente e português. São tantos que poderia homenagear aqui, pois eles foram muito importantes para mim. |
 | Como você definiria sua filosofia docente? Um filosofia voltada a construção através da desconstrução e ao mesmo tempo uma filosofia humanista e essencialista. |
 | Que aspecto da profissão representa um maior desafio para você? Possibilitar que a maioria do educandos possam sair da li direto para uma Universidade Pública, pois creio que lhes faltam interesse e significado em relaçao aos estudos. A grande maioria já chega desmotivada e sem entusiasmo. Lógico, isso é reflexo da doença social coletiva. Mas, não convém-me falar disso agora. |
 | Que tipo de relação você estabelece com seus alunos/as? De modo geral uma relação de respeito, porém de troca de conhecimentos... Interação e integração. Socialização é o foco. |
 | Qual é o segredo para infundir curiosidade pelo conhecimento? Mostra-lhes um caminho encantador ou quebra-lhes alguns desses padrões. Dá a eles possibilidades que muitos esperam a tanto tempo, e não tem. Mostrar o quanto eles são importantes nessa construção... Enxergar o aluno, faz com que ele tenha curiosidade por aquilo que você ensina. |
 | Qual é seu critério a respeito de pôr tarefas para a casa e sobre pontuação? Creio que é um estimulo para que ele estude em casa também, porém, a atividade para casa deveria ser algo autômatico do próprio aluno, pois ele precisa perceber que só com a prática se aperfeiçoa a técnica. Mas, sabemos que não funciona assim. |
 | É possível ensinar/aprender criatividade? Como? Totalmente possível. Lógico que quem ensina precisa estar disposto a percorrer um caminho complexo e uma terra extremamente minada de boas e má ideias. Sem contar que pode-se deparar com conteúdos que vão chocar a realidade de todos. Por isso, o processo de estimulo e resposta deve ser trabalhada de forma cautelosa e coerente.
Uma mente produz boas coisas quando ela está em repouso, e a isso, eu dou nome de fluir e soltar natural: criatividade. Gosto de pensar assim. Os desafios a criar algo que me encante e eles se propõe a fazer. Sempre me surpreendo com as coisas que eles apresentam. |
 | Como você se faz respeitar na aula? O que você faz quando surge um problema de disciplina? Problemas de indisciplina sempre resolvi em sala. Porém, raramente tenho problemas assim. Creio que minha postura em sala gera um certo desconforto para que ele tenha postura negativa. Alguns até dizem: " Prof° tu és sinistro; ninguém tumultua na sua aula". Outros perguntam: " Como consegue a atenção de todo mundo prof°"! Quer respeito, respeite e faça-se ser respeitado. |
 | Como você individualiza o ensino? Como você lida com os diferentes níveis dos estudantes de uma mesma aula? É difícil para mim tão humanista pensar em individualizar, mas sempre procuro, partir do ponto de compreensão de cada aluno... É complicado sim! Mas aos poucos o processo fica melhor e mais coerente. Cada um tem um estilo e um conteúdo que na verdade são variações de uma mesma coisa, bastar unirmos tudo. Afinal, somos todos humanos e cada manifestação se liga uma na outra. Porém trabalho com a identificação da necessidade da cada um. E a Psicanálise contribui significativamente nessa tarefa, sem juízos ou julgamentos. |
 | Que significa para você aprendizado colaborativo? Como o põe em prática? Através de criação de jogos sociológicos e de cooperação. Mostrando ao educando as vantagens de uma vida colaborativa e integrada. |
 | O que você espera de seus supervisores? Que qualidades você valoriza na pessoa que dirige o centro? Não é fácil dizer o que se espera deles. Creio, que são inúmeras as nossas aspirações quanto a participação deles na educação, porém, essas mesmas aspiraçõe são na verdade necessidades nossas, o que esperamos também de nós frente as diversas situações em sala de aula. |
 | Que assuntos a debate sobre ensino são de maior interesse para você? Todos relacionado ao ensino. |
 | Seria bom que os professores tivessem incentivo econômico em função dos resultados escolares de seus alunos? Os incentivos econômico não deveria vir pelos resultados escolares dos alunos, mas deve-se entender que é uma necessidade real para a categoria, pois há muito tempo, os professores nesse país vive uma situação humilhante. |
 | Além de mais recursos, que falta nas escolas de nosso tempo? Participação real do governo, da família e da sociedade. |
 | Como é a tecnologia que você utiliza habitualmente nas aulas? Em sala tenho a mesma de 20 anos atrás, porém com meus próprios recursos busco a inovação, e trago ferramentas diferente para o exercício da profissão. |
 | Em frente às novas tecnologias, há que reinventar a escola, seus métodos e objetivos? Creio que a escola a muito tempo precisa de uma reinvenção em algumas áreas e formas de trabalho. |
 | Se você pudesse criar uma escola ideal, como seria? Humanista... Com participação efetiva do Estado; da família, da sociedade e das grandes instituições não governamentais do país... Programas de incetivo para o aluno e para professores.. Uma ambiente de hamonia e traquilidade. |
 | Como você imagina que será uma escola daqui a 20 anos? Tenho evitado em imaginar... Pois já me dói ver o estado da escola agora. |
 | Quais são suas metas pessoais? O que você gostaria de estar fazendo daqui a cinco anos? Lecionando em Faculdade... Com a minha Consultoria Política e Social a todo vapor e trabalhando com mediação e resolução de conflito também. |
 | Que qualidades você deve em alguém para aconselhar-lhe a dedicar-se ao ensino? Inúmeras... Cada caso é um caso. |
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