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Entrevista a:

Jonathan Faria de Souza [jonathanfariadesouza] 


JORNALISMO
Qual é sua especialidade? De que assuntos você trata?
A especialidade com que conduzo a minha página se insere em levar ao internauta documentários interessantes e notícias em geral de Raul Soares e região. Por exemplo falamos um pouco sobre a história da cidade, suas autoridades, lista de telefones úteis e de órgãos públicos, procurando manter os fatos atualizados em linguagem simples.
Em que meios você trabalhou?
Trabalho com notícias, sou editor do Jornal de Raul Soares, órgão de informação (sem se preocupar com emissão de conceitos) que circula há quase 25 anos; sua inauguração aconteceu em 21 de setembro de 1985. E há mais de 30 anos contribuo com outros órgãos de notícia espalhados pelo interior de Minas, de responsabilidade de entidades, prefeituras e câmaras municipais.
Um endereço web onde possamos ver algo sobre você?
A página de serviços Google dispõe de informações de meu trabalho e sobre minha pessoa como profissional.
O que é noticia?
Em minha visão notícia é relatar um fato ou acontecimento passado ou que venha a acontecer observando dados que interessam ao leitor (ou ouvinte) como o local e a ação em si, ilustrada de fotos e nomes que completam toda a história objeto do relato.
O que é para você a objetividade?
Objetividade é a condição de representar fielmente um propósito que, no caso de comunicação, traduz na qualidade e imparcialidade dum fato levado à circulação.
Qual é a melhor manchete que você leu?
Com mais de trinta anos lidando com notícia fica difícil citar e lembrar de uma melhor manchete, entre tantas que veiculam na mídia. Contudo, entendo que a boa manchete leva a notícia, como acontece nas áreas de esporte, economia, trajédias, notas policiais e políticas; todas elas tornam-se evidentes e traduzem a verdade do fato, a partir de uma atraente manchete que, também, considero ponto relevante da comunicação.
Qual é a manchete que você gostaria de ver algum dia nos jornais?
A nivel de Brasil uma manchete que todos querem ver é "Novo salário mínimo resgata a dignidade dos brasileiros". E a nível da cidade de Raul Soares, no momento, uma esperada manchete é "Recuperação da Tarza valeu-se de esforço conjunto de empresários, metalúrgicos e poder público"
Que jornal você compra aos domingos? Onde você o lê?
O jornal Estado de Minas. Leio em minha residência.
A liberdade de expressão acaba onde começa a linha editorial da mídia?
A liberdade de expressão é direito adquirido pelo agente assegurado na Constituição da República. A partir daí o editor tem liberdade para emitir sua opinião, normalmente, sobre um fato de relevância do momento. Há de se ter o cuidado para opinar, pois as leis dão oportunidade ao exercício do direito tanto para quem fala, tanto para que lê e, mais ainda, para àqueles que se sentem prejudicados com opiniões veiculadas...
O jornalismo de analise e investigação está se perdendo?
Acredito que não. Penso que está faltando é oportunidade para exercício da função. As análises sempre são feitas por técnicos específicos, exemplo a economia e órgãos de polícia e tribunais diversos dão conta das investigações, o que facilita a notícia já filtrada em linguagem que todos sabem entender; e é jornalismo mais fácil e de acesso rápido e até instantâneo.
Com uma câmera em cada telefone, cada cidadão se transforma em um correspondente?
Sim. A comunicação conta com grande parcela de informações vindas do público para criar e fazer gerar um fato jornalístico. Por tudo, a câmara é um grande aliado que, inclusive, registra de forma indiscreta.
Como você explica o auge do jornalismo dedicado ao show business?
É uma forma de levar ao público determinado produto (ou idéia) e o seu responsável que traça um perfil desde o início até o sucesso conquistado. E o êxito que levou o auge da classe, sem dúvidas, é a diversificada linha apresentada. Basta que esteja fazendo sucesso que show business traz à tela, seja na música, na moda, no esporte, na política, etc.
Qual é sua posição sobre o direito dos famosos a sua intimidade?
Todos tem direito e dele se servem para difundir suas idéias e de se defender quando atacado. Mas, a partir do momento que um cidadão comum adquire fama ele passa a ser figura pública, sujeitando-se a ter invadida sua intimidade. Os famosos de postura legal não passam por esse problema. Mas, outros desavisados e despreparados para fama, estão sempre na mídia com um 'casinho' que incomoda... dão direito de alguém falar e tecer comentários sobre sua conduta, principalmente a notícia.
O que você pode nos ensinar sobre a arte da entrevista?
Não tenho vaidade para dizer que posso ensinar. Na entrevista, deve-se preocupar em arrancar do entrevistado dados e fatos que interessam e que ainda não são de conhecimento do público. Ainda, falar da função exercida pelo entrevista que motivou o diálogo, mas nunca deixar de pergunta sobre outros assuntos que podem funcionar de suporte para os dois lados e enriquecer o conteúdo da entrevista.
Pessoas famosas que você entrevistou
Já entrevistei ao longo da carreira de mais de 30 anos pessoas ilustres como agentes públicos, artistas, religiosos, educadores, profissionais na área de esportes, empresários e figuras de destaque público, entre outros; difícil enumerar, no momento.
O jornalismo blog está revolucionando a profissão?
Iniciei meu blog há treze meses e tenho consciência e a certeza que através desse novo estilo de comunicação o povo está se informando melhor, de forma saudável, dentro da linguagem fácil e séria. Esse jornalismo blog já é realidade, tem revolucionado a comunicação principalmente e a profissão de alguns blogueiros. É o jornalismo de consolidação do futuro, acreditem!
O jornalismo de papel desaparecerá?
Não, jamais o jornal impresso desaparecerá pois tem competência e espaço em locais diversos, dentro de casa, na rua, no ônibus, no trabalho e escola, etc. e, principalmente, como documento de importância aos diversos fins. A presença da informação escrita, desde os papiros egípcios (do Mediterrâneo) até a transparência vegetal de hojem, jamais desaparecerá e será sempre um poder forte.
O que você pensa de imprensa gratuita que se distribui nas cidades?
O poder aquisitivo das pessoas, por menor que seja, possitilita aquisição de um exemplar jornalístico. Essa imprensa gratuita, muitas vezes, patrocinada por interesses de agentes políticos é que oportunizou a gratuidade da informação, o que quer dizer: o povo vai ter que ler. Quando se elabora um órgão informativo com seriedade e comprometimento, torna-se viável e interressante. Mas, tira oportunidade de ganho e de manutenção de empresas de comunicação.
Qual é o livro que você gostaria de escrever?
Sempre penso nessa possibilidade que se vier a concretizar poderá ser uma obra voltada para a história de Raul Soares e de sua gente.
Algum lema ou principio ético esclarece suas decisões em momentos de confusão?
Tanto em decisões ou em relato sempre levo a verdade, sempre a verdade, por ser a tônica principal do conceito de ética na informação jornalística. Não me lembro de nenhuma confusão no momento de redigir e levar a verdade ao veículo de informação.
Que conselho você dá a alguém que acaba de sair da faculdade e quer se introduzir na profissão?
Trabalhar com seriedade, determinação, transparência e lisura... e sempre se espelhar no bons... aí, os melhores frutos se estimulam, além de tornar a profissão mais agradável e gostosa em seu exercício.
 

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© Jonathan Faria de Souza
Endereço web desta entrevista:http://www.whohub.com/jonathanfariadesouza

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