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Entrevista a:

Midian Almeida [midianalmeida] 
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MUSICA
O que você faz? Qual é sua especialidade musical?
Sou cantora e intrumentista. Gravo jingles publicitários e atuo na noite individualmente e com banda.
Você trabalha individualmente ou em grupo? Sendo assim, quem mais são?
Das duas formas. Com a banda Splash, que é formada por Anderson Dizzany (contrabaixo), Giba (guitarra) e Johnny (Bateria), faço covers. Além desse trabalho, tem o trabalho autoral, composto por Cássio Letona (bateria), Adriano Wigger (contrabaixo e teclados), Fernando Sessé (percussão), Dante Jr. (guitarra) e eu mesma no violão.
Algum endereço de internet onde possamos ouvir, ver ou ler algo sobre seu trabalho?
Prêmios, concursos, e outros reconhecimentos que você queira mencionar?
Ganhei alguns prêmios sim, pra mim todos são importantes:
Troféu Destaque do Ano da Revista Rua Grande 2008
Vários prêmios na publicidade, através de trabalhos por mim gravados, com campanhas conhecidas como o Educar é tudo da RBS TV, a Campanha do Agasalho 2008 do Canoas Shopping, entre outros.
Ganhei também o troféu de melhor intérprete no Festival da Canção da Fundação Liberato S. V. Cunha.
Discografia na que você haja participado
Disco Lendas da Ilha com Oswaldo Montenegro, 2000
Disco Lulu e Lelé Histórias Cantadas de Maninha Pedroso, 2007
Disco A Minha Vez , de autoria própria, 2009
Como você começou a fazer música? Quem o introduziu?
Comecei através de minha família, que tem diversos músicos. Meu pai é cantor e violonista. Foi ele que me ensinou os primeiros acordes e me despertou o gosto pela profissão.
Qual foi sua formação musical?
Minha formação foi essencialmente prática no início. Após muitos anos é que fui me interessar pela teoria musical. Ingressei então no Instituto de Artes da Ufrgs, concluindo em 2007, o curso de Teoria e Percepção Musical.
Quando você se deu conta de que a música poderia ser um meio de vida para você?
Aos 18 anos, decidi que iria ser cantora. Depois disso, nunca mais desfoquei do caminho.
Como é seu processo criativo?
Me considero artista em tempo integral, em tudo vejo possibilidades criativas. Já estive envolvida com teatro, com dança, com cinema e então creio que não existem barreiras criativas, existe é vontade ou não de fazer arte.
Quando você tem seus momentos mais lúcidos, pela manha ou pela noite?
Nunca
Você alguma vez acordou com uma melodia fabricada em sonhos?
Muitas vezes.
Como você sabe quando uma musica já está bem e não precisa de mais mudanças?
Isso é algo que a gente nunca sabe, sempre vai haver uma dúvida, mas aí o público é que entra em cena, pra sanar essas dúvidas.
Como você foi descobrindo seu território criativo? Como o descreveria?
Na verdade pra mim isso foi muito natural. Sempre estive ligada à arte e à criação, então pra compor algo, um personagem, uma música ou uma idéia, é preciso apenas boa vontade. Tem que ser sincero e verdadeiro, sem forçar barras.
Que parte de seu trabalho é a que você menos gosta?
A que eu menos gosto é o ajuste e passagem de som, às vezes nos deparamos com situações onde rebolar é pouco.
Com que freqüência você ensaia?
Muito pouca por enquanto, mas em breve, quando estiver próximo o show de lançamento do meu disco, será algo como 3 vezes por semana, no mínimo.
Como você se sente nos momentos prévios a sair ao cenário?
Sinto às vezes um frio na barriga, e às vezes não, depende muito da ocasião. Nos shows autorais o nervosismo é maior.
Que músicos ou bandas foram inspiradores em sua carreira?
Muitos. Gosto de dizer que sou uma soma de tudo que já ouvi e gostei.
Poderia citar: Marisa Monte, Elis Regina, Ana Carolina, Gal Costa, U2, Ed Motta e Djavan, Rita Lee e Cássia Eller, entre outros,
Três canções chave em sua vida
Como nossos pais - Belchior
Louca - a primeira que compus
Palavras Mortais - a mais importante do meu disco
O que deveria ser feito para deter a pirataria?
Mídias mais baratas são uma alternativa. E outra e mais importante, aumentar o poder aquisitivo das pessoas, o que lhes permitiria educação e cultura, diminuindo o interesse por materiais pirateados. Gostaria que as pessoas tivessem mais acesso à cultura, tanto o pobre, quanto o rico, mas isso só seria possível se toda uma estrutura política e social fosse mudada. Então, acho que o melhor a se fazer na conjuntura atual é liberar as músicas pras pessoas comprarem em sites que vendem 1 a 1, e o artista ganhar através de shows e eventos. A produçao independente seria alavancada, e as grandes corporações deixaria de explorar comercialmente os artistas ao seu bel prazer.
Que classe de música você detesta?
Nenhuma.
A que horas você acordou hoje?
9h30 da manhã
Como você se vende? Qual é sua experiência com discográficas e representantes?
Meu trabalho é independente, ainda não tive contato com gravadoras.
Que outras coisas você fez para ganhar a vida?
Produção cultural e de eventos, assessoria de imprensa, cerimoniais, locuções.
Você tocou alguma vez na rua ou no metrô? Quanto você arrecadava por dia?
Não, nunca tive essa experiência, mas acho super legal quem faz.
Você abriria o show de que banda sem duvidar?
Paralamas do Sucesso, U2, Skank, Jota Quest e muitas outras.
O que aconselharia a alguém que quer começar na carreira?
Acreditar, focar e nunca se prender à mesquinharias. Nunca se associar à pessoas que não tenha a mesma vibe que você e ter muita fé!
 

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Midian Almeida
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