Entrevista a:Mirna Tonus [mtonus]
ESCREVER
 | Como você começou a escrever? Quem lia para você ao principio? Comecei aos 4 ou 5 anos, fazendo palavras cruzadas. Uma tia me ensinou. |
 | Qual é seu gênero favorito? Algum link onde possamos ver ou ler algo sobre sua obra recente? Devido à profissão, jornalista, há diversas produções que podem ser consultadas na web. Como professora e pesquisadora, tenho apresentado artigos em eventos científicos, como o ENPJ, por exemplo. http://www.fnpj.org.br/12enpj. Mantenho um blog, o qual não alimento com a frequência e o conteúdo desejados, mas é um dos canais que utilizo: http://interacoesdigitais.blogspot.com |
 | Como é seu processo criativo? O que ocorre antes de se sentar a escrever? Geralmente, começo pelo título, pois quando me sento para escrever o texto já está praticamente montado em minha mente. |
 | Que tipo de leitura ativa sua vontade de escrever? Artigos acadêmicos, ultimamente. Publicações em blog também. |
 | Quais são para você os ingredientes básicos de uma historia? Personagens (reais, principalmente), ritmo, fluência, concisão, clareza. |
 | Em que sapatos você se encontra mais cômodo: primeira pessoa ou terceira pessoa? Sentia-me mais confortável na terceira pessoa, mas, depois de ter de escrever minha tese na primeira pessoa, acostumei-me. Dá mais pessoalidade ao texto. |
 | Que escritores conhecidos são os que você mais admira? Gabriel Garcia Marquez, José Saramago, Jorge Amado, Marcos Rey. |
 | O que torna um personagem crível? Como você cria os seus? Normalmente, os personagens de meus textos (jornalísticos) são reais. Não os crio. Entretanto, busco conferir-lhes credibilidade, mediante citação de suas falas, contextualizadas em relação ao tema da matéria. |
 | Você é igualmente hábil contando historias oralmente? Nem tanto, na escrita sou mais fluente e me perco menos. |
 | Profundamente em sua motivação, para quem você escreve? Para mim. |
 | Escreve como terapia pessoal? Os conflitos internos são uma força criadora? Já foram, especialmente na adolescência. Hoje, não mais, exceto quando preciso desabafar e não tenho com quem conversar. |
 | O feedback dos leitores serve pra você? Sim, é muito importante, especialmente quando meu texto provoca reflexões. Adoro que discutam o que digo e que me apresentem argumentos próprios. |
 | Você se apresenta para concursos? Você recebeu prêmios? Já me apresentei uma vez, em um concurso de poesia. Não fui classificada. |
 | Você compartilha os rascunhos de suas escrituras com alguém de confiança para ter sua opinião? Depende da finalidade da produção, mas considero importantes outros olhares, especialmente para ter um feedback quanto à clareza do que estou dizendo no texto. |
 | Você acredita ter encontrado "sua voz" ou isso é algo eternamente buscado? Creio que já encontrei, mas acredito que a busca por minhas outras vozes não pode parar. |
 | Que disciplina você se impõe para horários, metas, etc.? Depende muito do meu estado de espírito. Costumo imergir no texto, principalmente quando tenho prazos a cumprir, ignorando, de certa forma, o mundo a minha volta. Quanto a horários, prefiro aqueles em que não há risco de ser interrompida. |
 | De que você se rodeia em seu escritório para favorecer sua concentração? Incenso, café e, infelizmente, cigarros. Às vezes, música. |
 | Você escreve na tela, imprime com freqüência, corrige em papel...? Como é seu processo? Quase tudo na tela. Uso pouco papel. Leio e corrijo na tela, sem problemas. Aliás, tenho o hábito de ler livros no computador. |
 | Que sites você freqüenta online para compartilhar experiências ou informação? Blogs e redes sociais. |
 | Como foi sua experiência com editoras? Frustrante. Pouca ou nenhuma resposta. Falta de respeito, a meu ver. |
 | Em que projeto você está trabalhando agora? Em um capítulo para um livro da área de pesquisa em comunicação. |
 | O que você me recomenda fazer com todos esses textos que venho escrevendo há anos mas nunca os mostrei a ninguém? Publicar. E inovando, na forma e no conteúdo. |
MULTIMEDIA
 | Qual é sua especialidade em multimídia? Áudio e web. |
 | Você tem um website ou blog onde possamos ver algo de seu trabalho? http://interacoesdigitais.blogspot.com |
 | Qual foi sua trajetória? Como você chegou até aqui? O que você fazia antes? Acredito ser multimídia mesmo antes de o termo ser utilizado. Lido desde menina com áudio, texto impresso e informática. |
 | Que classe de clientes você tem? Como chegam a você? Tive clientes como assessora de imprensa, em certo momento especializada em agropecuária. Chegavam a mim por indicação de outros clientes. |
 | Como começou seu interesse pela tecnologia multimídia? Desde o ensino médio, quando cursei Processamento de Dados. |
 | Uma breve descrição do hardware e software que você mais atualmente. Quanto a hardware, uso diversas máquinas. Quanto a softwares, uso os de edição de texto, áudio e animação. |
 | Que partes de seu trabalho são as que você desfruta mais e as que menos? Desfruto mais das oportunidades de troca com colegas e alunos. Não vejo o que desfruto menos. |
 | Técnica e arte, cérebro esquerdo e direito em colisão? De maneira nenhuma, e sim em harmonia e criação. |
 | Você costuma observar o trabalho de sua concorrência e analisar como o fez? Sim, mas isso não limita minha imaginação. |
 | Como você aprende técnicas novas? Manuais? Tutoriais? Prova e erro? Aprendo fazendo. Não tenho paciência para manuais ou tutoriais, a não ser quando não consigo encontrar a solução. É o último recurso. |
 | Que tecnologias novas você está experimentando agora? Ferramentas de edição e animação on-line. |
 | Que tecnologia ou fenômeno você acredita que revolucionará o setor nos próximos anos? Creio que já estamos em uma revolução, mas ainda sonho com uma tecnologia que nos permita uma relação mais próxima com os dispositivos, com menor dependência física. Talvez no próximo século. |
 | Incomoda-lhe quando sai algo novo que deixa obsoleto o que você já aprendeu? Pelo contrário. Creio que o que aprendi sempre terá alguma utilidade na aprendizagem do novo. Seria uma pena se nada de novo acontecesse. |
 | Você passa muitas horas em frente a telas e em salas escuras? Como você compensa isso a nível pessoal? Diante das telas sim, mas não em salas escuras. Compenso me reunindo com amigos e aproveitando os momentos em família. |
 | Se você tem que fichar um ajudante que qualidade será seu principal critério de seleção? Iniciativa. |
 | Com que profissionais você costuma colaborar, intercambiar experiências, ou formar equipe? Profissionais das áreas de Comunicação e Educação. |
 | Que revistas ou portais de profissionais você segue com regularidade? FNPJ, Jornalistas da Web, Nós da Comunicação, Portal Imprensa. |
 | Que conselho você dá a quem quer entrar e abrir caminho nesta profissão? Que não tenha medo de experimentar e de buscar novas aplicações. Fazer diferente, sempre. |
JORNALISMO
 | Qual é sua especialidade? De que assuntos você trata? Quando atuava, produzia especialmente jornalismo científico, com foco em agropecuária. |
 | Em que meios você trabalhou? Jornal, rádio, internet. |
 | Um endereço web onde possamos ver algo sobre você? http://interacoesdigitais.blogspot.com |
 | O que é noticia? Aquilo que é atual, e relevante para a sociedade. |
 | O que é para você a objetividade? A objetividade, para mim, está mais na concisão do texto do que no conteúdo, que, inevitavelmente, carrega a subjetividade de quem o escreve. |
 | Qual é a melhor manchete que você leu? Difícil responder, não me recordo, e sei que está cada dia mais raro encontrar boas manchetes. |
 | Qual é a manchete que você gostaria de ver algum dia nos jornais? Paz reina absoluta no Planeta Terra
ou
Último ato de injustiça extermina seu autor |
 | Que jornal você compra aos domingos? Onde você o lê? Não compro. Costumo ler vários na Internet. |
 | A liberdade de expressão acaba onde começa a linha editorial da mídia? Acabar não seria bem o termo, mas acredito que ela é limitada pela linha editorial. Cabe ao jornalista usar sua habilidade e técnica para expressar-se sem ferir essa linha. |
 | O jornalismo de analise e investigação está se perdendo? Creio que sim, mas, ao mesmo tempo, há um movimento que tem buscado revalorizar esse jornalismo e uma mudança nos jornais pode viabilizar isso. |
 | Com uma câmera em cada telefone, cada cidadão se transforma em um correspondente? Ele é uma fonte com recursos adicionais. |
 | Como você explica o auge do jornalismo dedicado ao show business? Confirma o que Guy Debord diz sobre a espetacularização da mídia na busca pela audiência, evidenciando uma superficilidade que poderia não ser exagerada como é. |
 | Qual é sua posição sobre o direito dos famosos a sua intimidade? Creio que têm todo o direito, mas alguns parecem querer tornar público o que poderia ser privado. É uma questão complexa, consequência da derrubada do limite entre um e outro. |
 | O que você pode nos ensinar sobre a arte da entrevista? É preciso saber dar voz ao entrevistado, deixá-lo à vontade e com vontade de expor suas opiniões. Ah, e saber a hora certa de aprofundar um tema ou mudar o rumo da conversa quando necessário. |
 | Pessoas famosas que você entrevistou Orlando Villas Boas, Mamonas Assassinas, Raimundos. Não me lembro de outros no momento. |
 | O jornalismo blog está revolucionando a profissão? Está possibilitando o aprofundamento e abordagem de assuntos que não têm espaço na mídia tradicional. |
 | O jornalismo de papel desaparecerá? Se não se reinventar, pode ser. |
 | O que você pensa de imprensa gratuita que se distribui nas cidades? A gratuidade é um risco, porque alguém está pagando. E quem paga tem interesses que quer ver garantidos de uma ou outra maneira. |
 | Qual é o livro que você gostaria de escrever? Histórias de vencedores |
 | Algum lema ou principio ético esclarece suas decisões em momentos de confusão? O direito de um termina quando começa o direito do outro |
 | Que conselho você dá a alguém que acaba de sair da faculdade e quer se introduzir na profissão? Questione e respeite. |
INTERNET
 | Qual é sua especialidade no mundo interativo? Áudio e uso de ferramentas de interação. |
 | Onde podemos ver algo de seu trabalho online? http://interacoesdigitais.blogspot.com |
 | Que tipo de projetos você desenvolve? No momento, não desenvolvo nada nessa área. |
 | Qual foi seu primeiro trabalho no mundo interativo? Nos sites www.beefpoint.com.br e www.milkpoint.com.br |
 | Qual é seu background profissional? O que você fazia antes? Atuava como jornalista fazia 15 anos. Nos cinco anos anteriores, em jornal, revista e assessoria de imprensa especializados em agropecuária. |
 | Com que tecnologias você trabalha habitualmente? Ferramentas de interação, edição de áudio e animação. |
 | Coisas importantes que você aprendeu sobre desenho interface Planejar e pensar em todos os elementos que se pretende contemplar. |
 | Você trabalha como autônomo ou em equipe? Como é essa equipe? Equipe multidisciplinar. Pontos de vista únicos engessam o projeto. |
 | É muito comum o designer-programador. É possível ser bom nas duas coisas tão dispares? Acredito na versatilidade, mas sempre há uma área na qual conseguimos fazer algo a mais, diferenciando-nos dos outros. |
 | Qual é o segredo manter as expectativas do cliente sob controle em um desenvolvimento interativo? Conhecer essas expectativas. Hoje, posiciono-me mais como cliente e sempre procuro expor minhas necessidades para que estejam presentes no projeto. |
 | Qual foi seu primeiro computador, e qual é o atual? O primeiro foi um 456. Hoje, um notebook. |
 | A viralidade online: não é o mesmo que o boca-orelha tradicional? Talvez. Devido à complexidade, um boca/dedos-ouvidos/olhos, multisensorial. |
 | O poder tem medo de Internet? Acredito que sim. A internet confere um poder simbólico, como diria Bourdieu, com o qual o poder institucionalizado não sabe lidar. |
 | Você acha que a brecha digital é um problema social? O que você faria para acelerar a alfabetização digital? Acredito que sim, e que a alfabetização (ou inclusão) digital deve ser mais ampla, a começar pela alfabetização dos pretensos alfabetizadores. |
 | O que você estava fazendo em março de 2000, no momento máximo da bolha dotcom? Começara a lecionar na universidade e a pesquisar sobre jornalismo na Internet. |
 | Qual é a tendência mais relevante atualmente no mundo interativo? As redes sociais. |
 | O que é para você o fenômeno web 2.0 mais interessante? A possibilidade de interação e participação do internauta. |
 | O que você faria para acabar com o spam na Internet? Programaria mensagens incisivas a serem enviadas segundo a segundo aos spammers. |
 | Algum dia o largo de banda deixará de ser uma limitação? Acredito que sim, mas que isso demorará a acontecer. |
 | Como se ganha dinheiro pela Internet? Com o e-commerce e e-marketing. |
TECNOLOGIA
 | Qual é sua posição profissional? Com que tecnologia você trabalha? Sou professora universitária e trabalho com internet e áudio. |
 | Algum endereço web onde possamos ver mais sobre você? http://interacoesdigitais.blogspot.com |
 | Você se considera um geek? Como nasceu seu interesse profissional pela tecnologia? Às vezes. Meu interesse surgiu desde criança, pois minha mãe trabalhava com computadores ainda na década de 1970. Tomei contato muito cedo com a informática. E me aprofundei depois no ensino médio. |
 | Você é dos que quebravam um brinquedo para ver como funcionava por dentro? Não, queria descobrir isso sem quebrar. |
 | Como você descreveria a emoção que iniciar-se em uma nova tecnologia produz? É um mundo novo que se apresenta a nossa frente. Como um brinquedo para uma criança. |
 | No campo em que você trabalha, qual é a tendência tecnológica mais forte que vem? Ferramentas de interação e conteúdos interativos. |
 | Que fatores devem ser tidos em conta para dar conselho em um investimento tecnológico? O investimento só vale a pena se for para melhorar processos ou resolver problemas. Investir por investir, por modismo, é jogar dinheiro fora. |
 | As empresas esbanjam muito dinheiro em tecnologia mal comprada? Sim, demasiadamente. Especialmente, algumas universidades, que compram e nem sabem para que estão comprando. Ou compram e não usam. |
 | Que marcas ou empresas de seu entorno profissional você costuma recomendar com maior confiança? Sempre busco parecer de especialistas sobre o momento atual das empresas. A confiança pode se alterar rapidamente nesse mercado. A consistência das boas soluções, creio, é o melhor indicativo. |
 | Como se combinam criatividade e método para resolver problemas tecnológicos? O método é um caminho que deve oferecer espaço para a criatividade. Métodos engessados podem ser catastróficos. E criatividade sem método não tem sequer objetivos. |
 | O que se precisa para trabalhar com tecnologia? Uma paciência especial, ou uma mente especialmente ordenada? Paciência para o hardware e mente ordenada, mas aberta, para uso do software. |
 | A pressão impede você de se concentrar ou ao contrário, é um estímulo para superar-se? Produzo melhor sob pressão, infelizmente, pois é mais estressante. |
 | Além do trabalho, que outras tecnologias lhe interessam em nível pessoal? Áudio e vídeo voltados a lazer, especialmente música. |
 | Seus gadgets favoritos?... se você se perder, a que loja há que ir procurá-lo? Não tenho. |
 | As crianças e adolescentes de hoje em dia estão tecnificados demais? A tecnologia se torna um vício? A resposta pode ser afirmativa às duas questões. Depende de como são orientados a lidar com a tecnologia. |
 | O que é mais difícil: entender-se com as máquinas ou com as pessoas? Depende. Há momentos em que as máquinas parecem ter vontade própria e que a solução está em procurar as pessoas para ajudar a entendê-las. |
 | Com que freqüência lhe acontece de ser bombeiro[a], ir solucionar um problema urgente fora de horário? Frequentemente. |
 | Faça-se de futuróloga, como será a tecnologia de seu setor daqui a 20 anos? Receberemos as notícias via chips implantados e internalizaremos as informações em nível mental. |
 | Você costuma assistir a eventos, feiras ou convenções relacionadas a seu setor? Não o quanto gostaria. |
 | Que desafio profissional você gostaria de abordar neste momento? Como falar de tecnologia para determinadas pessoas sem se sentir um extraterrestre. |
 | Aonde vai sua carreira profissional? O que você se imagina fazendo daqui a cinco anos? Vejo-me debatendo minhas idéias com grupos mais abertos e menos resistentes à tecnologia. |
 | Que revistas, fóruns ou websites você freqüenta para manter-se em dia sobre tecnologia? ComputerWorld, Jornalistas da Web e vários outros, via redes sociais. |
 | O que você aconselha a essas pessoas reticentes a adotar as novas tecnologias? Será que elas ouvem conselhos sobre isso? Se ouvirem, o conselho é: ACORDEM! |
CIÊNCIA
 | O que você investiga? Qual é o núcleo de sua investigação? Comunicaçao, educação e tecnologias da informação/comunicação. Núcleo de Interfaces da Comunicação. |
 | Você tem algum link onde possamos ver algo sobre você, ou sobre o centro onde você trabalha? http://interacoesdigitais.blogspot.com |
 | Qual é sua formação? Que experiência de trabalho tinha antes disto? Jornalista, mestre em Educação e doutora em Multimeios. |
 | Você era muito estudioso no colégio? Sim. |
 | Que tipo de tecnologia você está usando para sua investigação? Uso a internet, ambientes de educação a distância, blogs, redes sociais e software de análise qualitativa multidimensional. |
 | Que classe de experimentos você desenha, como se documentam as conclusões? Não trabalho com pesquisa experimental. Meu foco é em pesquisa-ação. A documentação se faz por meio de questionários, interações síncronas e assíncronas, com publicação na web, preferencialmente. |
 | Em caso de concluir com sucesso sua investigação, que aplicação prática teria na vida cotidiana? Sempre procuro oferecer alternativas de aplicação das tecnologias para melhorar o processo de comunicação ou ensino-aprendizagem. |
 | Como é um momento "eureka"? Como o vive? Creio que tive meu momento eureka na pesquisa do doutorado, que, aliás, tem como um dos objetos o quadro jornalístico Eureca, que produzi na Educativa FM de Piracicaba em 2004. Vivi intensamente esse momento e mergulhei no mundo do áudio. |
 | Quais são os aspectos mais difíceis de seu trabalho? Obter financiamento para as pesquisas. |
 | Que publicações você realizou? Trabalhos em anais de congressos e capítulo de livro, com foco em interação. |
 | Deve haver mais financiamento público para a investigação científica? Sim e um equilíbrio entre as áreas. Sinto que há áreas, como saúde, por exemplo, que concentram os investimentos, como se outras não fossem importantes para a sociedade. Não que saúde não seja, mas não é a única área que tem pesquisas importantes. |
 | Qual é sua posição pessoal sobre o uso de animais na investigação científica? Acredito que, sem eles, muitos problemas não teriam sido resolvidos. É um mal necessário. O problema é quando não há controle. |
 | Como você explicaria brevemente a diferencia entre a lógica comum e o método científico? O método científico permite uma sistematização, uma organização dos dados voltados a um objetivo, à resposta que se busca para determinada pergunta. Creio que a lógica comum seja o ponto de início dessa pergunta, mas pode ser mais indutiva que dedutiva, envolvendo fatores que, na pesquisa científica, não poderiam ser validados. |
 | O que é ciência e o que é pseudociência? Quem o decide? Não tenho resposta para isso no momento. Fico na dúvida, porque o que tem mérito científico para uma pessoa pode não ter para outra. Infelizmente, a decisão sobre isso fica nas mãos de poucos, e muitas pesquisas interessantes deixam de ser realizadas por isso. |
 | Qual é o papel da criatividade na metodologia científica? A criatividade está na inovação e na aplicação incomum de procedimentos científicos em determinadas situações. O método, às vezes, se constrói nessa aplicação. |
 | Qual é a pergunta científica mais intrigante que você gostaria de ver resolvida em vida? Maldade tem cura? |
 | Que explicação científica a espiritualidade tem? Religião e ciência são incompatíveis? Difícil pergunta. Creio que a explicação esteja nos efeitos da espiritualidade no ser humano. Não tenho tanta certeza dessa incompatibilidade e creio que muitas perguntas que receberam explicações científicas podem ter se originado de temas levantados pela religião. |
 | Há alguma área de conhecimento que seja moralmente inaceitável para você? Não. |
 | Deveria se estudar a ciência de outra maneira nas escolas? Sim, deveria ser trabalhada levando os alunos a pensar e produzir conhecimento e não apenas como receptores de um conhecimento hermético. |
 | Qual é a melhor maneira de difundir a ciência nos meios de comunicação? Estabelecer uma melhor relação entre as fontes (cientistas) e os jornalistas. Ainda há muito preconceito, tanto de um lado quanto do outro. |
 | Por que dois ou mais cientistas chegam freqüentemente simultaneamente ao mesmo descobrimento? As perguntas surgem da necessidade e essa necessidade frequentemente é ampla, não-localizada, podendo gerar interesse em vários cientistas ao mesmo tempo. |
 | Qual é o sentido da vida? Tem uma resposta científica esta pergunta? Pessoalmente, o sentido da vida é buscar ser um ser humano melhor e colaborar para a evolução da humanidade em todos os sentidos. Infelizmente, não tenho a resposta. |
 | Investigar é viver na fronteira do conhecimento. Você pode explicar essa emoção? Podemos optar por determos informações ou construir conhecimento, mas nada mais prazeroso que compartilhar o conhecimento construído e vê-lo transformado em informação que pode levar a outros conhecimentos. |
 | Que tipo de projeto de investigação seria seu sonho nestes momentos? As implicações da tecnologia na formação do jornalista. |
 | Um conselho que você possa dar a quem queira introduzir-se neste campo? Persistência, paciência e iniciativa. |
EDUCAÇÃO
 | Que matérias você ensina? Que tipo de alunos você tem? Comunicação e Educação, Projetos interdisciplinares em Comunicação. Alunos universitários do curso de Jornalismo. |
 | Algum link onde possamos ver que você faz ou o centro onde você trabalha? http://interacoesdigitais.blogspot.com |
 | Que experiências do passado o levaram a dedicar-se a isto? Como se despertou em você a vocação educadora? Eu brincava de professora com meus amigos de infância, mas a vocação surgiu mesmo durante o mestrado em Educação. |
 | Que mestre ou mestra foi mais influente em você, e por quê? Tive vários mestres importantes, mas há uma com quem pude compartilhar mais minha carreira, da graduação ao doutorado, e que me deu a oportunidade de aprender também na prática do mercado. |
 | Como você definiria sua filosofia docente? Interacionista. |
 | Que aspecto da profissão representa um maior desafio para você? Os ritmos individuais de aprendizagem. É uma agressão tentar uniformizar a educação como se todos estivessem no mesmo momento e tivessem a mesma história. |
 | Que tipo de relação você estabelece com seus alunos/as? Procuro dar atenção a suas necessidades na medida do possível e estabelecer laços de afetividade e amizade. |
 | Qual é o segredo para infundir curiosidade pelo conhecimento? Perguntar, sempre. Oferecer respostas prontas não incentivam ninguém a pensar. |
 | Qual é seu critério a respeito de pôr tarefas para a casa e sobre pontuação? Acredito que a sala de aula é insuficiente e que o aluno precisa refletir em outros momentos do seu dia sobre o conteúdo discutido. Quanto a pontuação, uso critérios como criatividade, organização e correção, buscando atribuir-lhes uma pontuação proporcional dependendo da atividade. |
 | É possível ensinar/aprender criatividade? Como? Acredito que sim, mediante questionamentos, atividades estimulantes e um ambiente idem. |
 | Como você se faz respeitar na aula? O que você faz quando surge um problema de disciplina? Busco mostrar que quem respeita merece respeito. Quando uma situação ameaça sair do controle, chamo a atenção à responsabilidade que todos, inclusive eu, temos para o sucesso do processo de aprendizagem. |
 | Como você individualiza o ensino? Como você lida com os diferentes níveis dos estudantes de uma mesma aula? É complicado lidar com isso, mas tenho tido bons resultados a partir de uma avaliação diagnóstica, para conhecer melhor as necessidades e as expectativas de cada um. |
 | Que significa para você aprendizado colaborativo? Como o põe em prática? É um trabalho em equipe, no sentido de todos terem um objetivo comum e aprenderem a se organizar e produzir para alcançá-lo. Busco promover atividades coletivas e com avaliações individuais concomitantes, a fim de que cada um tome consciência de seu papel no processo. |
 | O que você espera de seus supervisores? Que qualidades você valoriza na pessoa que dirige o centro? Espero confiança e liberdade para exercer minha autonomia. Valorizo agilidade na solução dos problemas e incentivo para inovações. |
 | Que assuntos a debate sobre ensino são de maior interesse para você? Interação e ambientes virtuais de aprendizagem. |
 | Seria bom que os professores tivessem incentivo econômico em função dos resultados escolares de seus alunos? Acredito que não, pois os resultados não dependem somente do professor. |
 | Além de mais recursos, que falta nas escolas de nosso tempo? Mentes abertas. |
 | Como é a tecnologia que você utiliza habitualmente nas aulas? Utilizo toda tecnologia que me é acessível (internet, softwares, áudio, vídeo, imagens, textos). |
 | Em frente às novas tecnologias, há que reinventar a escola, seus métodos e objetivos? Indiscutível e urgentemente. |
 | Se você pudesse criar uma escola ideal, como seria? Professores e alunos em ambientes abertos, com tecnologias disponíveis a todos, locais para orientações individuais e em grupo, laboratórios livres e atualizados. |
 | Como você imagina que será uma escola daqui a 20 anos? A continuar o modelo tradicional e a resistência a inovações, não creio que estará muito diferente. |
 | Quais são suas metas pessoais? O que você gostaria de estar fazendo daqui a cinco anos? Conseguir promover a colaboração e ter espaço e tempo para trabalhar melhor com o ritmo de cada aluno. Daqui a cinco anos, quero ter implantado, pelo menos em sala de aula, um ambiente como o que idealizo para uma escola. |
 | Que qualidades você deve em alguém para aconselhar-lhe a dedicar-se ao ensino? Vontade de contribuir para um mundo melhor, paciência e humildade. Precisamos aprender que podemos aprender. |
BLOGGER
 | Qual é o endereço de seu blog? De que assuntos você trata? http://interacoesdigitais.blogspot.com
Tecnologia, interação e comunicação. |
 | O que fez você criar seu blog? Em que data você o iniciou? Iniciei falando sobre jornalismo, mas alterei em virtude da ampliação do tema para tecnologias digitais e comunicação. Criei-o em 2005. |
 | Que sistema de blog você adotou e por quê? Uso o Blogger. Considero-o simples e rápido, e melhorou bastante. |
 | Quantas visitas você recebe por dia? Que classe de comentários você recebe dos visitantes? Não controlo as visitas e recebo poucos comentários no blog. Eles se dão mais presencialmente. |
 | O que seu blog lhe forneceu? Possibilidade de postar sobre o que experimento em termos de tecnologias on-line e de publicar minha produção científica. |
 | Você criou relações com outros bloggers ou com alguns de seus leitores? Sim, constantemente, especialmente nas redes sociais. |
 | Com que freqüência você escreve nele? Representa um esforço escrever com regularidade? Escrevo menos do que gostaria, devido ao tempo consumido por outras atividades. |
 | O blog lhe traz alguma renda? É possível viver disso, de escrever no blog? Não monetizo meu blog. Acho que é possível viver disso, mas não é imprescindível a meu ver. |
 | Como você promove seu blog? Quando insiro uma postagem, divulgo nas redes sociais (embeded) ou por e-mail a algumas pessoas. |
 | Como você definiria seus leitores? Você tem uma audiência fiel? São pesquisadores da mesma área. Creio que a audiência é fiel, principalmente das pessoas com quem mantenho contato mais frequente. |
 | Há outros blogs que você segue diariamente ou com freqüência? Há vários, posso citar o http://monitorando.wordpress.com/, muito bom. |
 | Como você vê seu blog evoluindo no futuro? Creio que a evolução se refletirá nos recursos adicionados. |
 | Que conselhos você daria a alguém que quer iniciar um blog? Procure um foco. |
|
931 visitas Whohub [mtonus] Mirna Tonus Uberlândia, MG - Brasil
|
|
| VitorSantos | |
|
|
| Marcelo Dornelas | |
|
|
| Luís Celso Jr. | |
|
|
| Lorena Gonçalves | |
|
|
| ERNESTO UBIRATAN MARCHIORI | |
|
|
| Mauricio Massao da Silva | |
|
|
| ERNESTO UBIRATAN MARCHIORI | |
|