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Entrevista a:

olimpio TURBUS [olimpioturbus] 


ESCREVER
Como você começou a escrever? Quem lia para você ao principio?
Em costume estou sempre escrevendo... será sempre como uma oração pra mim. Escrevo principalmente todas as vezes que vou dormir. Como na tradição, "dormindo tá morto.." depois do sono eu leio e recomeço a minha lida, meus sonhos se ajustam, minha oratória melhora. Esses pequenos versos, em bilhetes, remontam meus anos. Eu tenho a lembrança que Chaguinha, minha prima, era uma excelente leitora de contos populares, me fazia as vezes ir ao drama, tipo chorar. E minha Vó Francisca contava tradicionais/folks estórias, isso, pra mim também conta como leitura. Ler mesmo é um exercício, tenho livros herdados, limpo voluntário bibliotecas desde os 12 anos, meu pai me trazia livros... nisso dá sempre muita história.
Qual é seu gênero favorito? Algum link onde possamos ver ou ler algo sobre sua obra recente?
Leio muito romance e poesia, me satisfaz também contos rápidos e cheios de símbolos, num bom ritmo. Na literatura procuro sempre a uma in-formação, adquiro os livros de forma muito agregada a minha profissão e só leio quando tem sincronicidade com as outras coisas acontecendo. Largo num lugar em casa e isso fica lá esperando a oportunidade, as vezes alguém leva e quando traz de volta é a hora certa de ler. Li péssimo certos livros maravilhosos na escola por curriculo(tipo professor mandou) e muitos anos depois eles voltaram limpos e divertidos e sintonizados com minhas aventuras diárias... www.olimpioturbus.blogspot.com
Como é seu processo criativo? O que ocorre antes de se sentar a escrever?
É o processo. Como disse escrevo sempre, sem compromisso. Tenho mais cuidado mesmo, de labor, na edição estou sempre disposto a lapidar, deixar sonoro, imprimir somente o limpo.
Que tipo de leitura ativa sua vontade de escrever?
Poesia principalmente, e placas de publicidades e anuncios com defeito e desgastados pela exposição. Kilometros de gratidão à oração encontrada ao acaso, naquela mesma lógica da sincronicidade. Quem Não Tem Cão... Canta de Galo!
Quais são para você os ingredientes básicos de uma historia?
Boa vontade em resolver os problemas relevantes. Anarquia, no bom sentido - Paz e interdependência. Romances - Aquele amor que não dorme. Re/Ajuste ambiental, social, numa revolta que ensina a viver com sustentação/habilidade. Verdade - Largo o texto esnobe e falso. Simplicidade - Quanto mais simples mais emociona. Tessitura - Quando mais intrincado melhor.
Em que sapatos você se encontra mais cômodo: primeira pessoa ou terceira pessoa?
Nunca sou/estou cômodo[esta perdeu acento ou não? ainda estou respondendo sem atualização ortografica] meu texto sempre tem um acento que pouco importa em que voz. Então, estou sempre trabalhando.
Que escritores conhecidos são os que você mais admira?
Juscelim Capitão - Meu Pai, minha ostia. Arthur Rimbaud - Por aqueles vários motivos. Victor Hugo - Me achei em termos de leitor de romances. A bela bondade fala. Luis da Câmara Cascudo - Cabiceira. Dicionário do Folclore Brasileiro. Mário de Andrade - Folk, folk, folk. Zeloso. Lindo. João Lins Caldas - Digno. Mágico. Profeta. Macedonio Fernandez - Outro mágico. Humor. De futuro. Emily Dickinson - Delicadeza. Beleza põe mesa. Benito Barros - Imortal. Da terra do sal. James Joyce - Beleza de bio e grafia. Homero - Grato pelo mito.
O que torna um personagem crível? Como você cria os seus?
Carisma. No profundo do sentimento estão os personagens esperando serem gravados, analisados, louvados, transformados. O naive é uma fonte, não é explicado.
Você é igualmente hábil contando historias oralmente?
Aprendo a cada dia. Tenho lindos oradores na minha companhia. Procuro a modulação, não imposto, tenho ritmo, meu pai mesmo é um exemplo excelente, um profeta que sorrir. E Lou Reed e Mano Brown me incentivam.
Profundamente em sua motivação, para quem você escreve?
Pra mim mesmo. Pode parecer vaidade, egoísmo, mas, se não é bom o bastante, não esta bom pra mim.
Escreve como terapia pessoal? Os conflitos internos são uma força criadora?
Logicamente. Disso nasce a literatura. Desde as grutas até os grafites de rua.
O feedback dos leitores serve pra você?
A mágica. Desse traço à oração laboro como aprendiz, do prazer na criação é o leitor quem me diz.
Você se apresenta para concursos? Você recebeu prêmios?
Meu concurso é meu editor, cruel e estimado. Tira meu sangue e estoca, com uma precisão de arquivista. Meus verdadeiros prêmios são meus leitores.
Você compartilha os rascunhos de suas escrituras com alguém de confiança para ter sua opinião?
Digamos assim, a confiança vem em primeiro lugar. E o que é a confiança senão o conhecimento, então... Minha Mãe me ensina a confiar. A vezes meu interlocutor está no amigo com quem estou pescando, num namoro que estou, em alguém que pegou um volante dos meus e me manda email... O primeiro leitor pode ser... você:
Você acredita ter encontrado "sua voz" ou isso é algo eternamente buscado?
Achei sem procurar e ainda espero outras vozes. A certeza na lição.
Que disciplina você se impõe para horários, metas, etc.?
Comunicação e arte. Sem horários preestabecidos. Meta, de impressão que encontre o leitor, não suporto a idéia de um impresso estragado num canto no caso. Sem caso num canto.
De que você se rodeia em seu escritório para favorecer sua concentração?
Música.
Você escreve na tela, imprime com freqüência, corrige em papel...? Como é seu processo?
Escrevo 80% manual, adoro. Não imprimo sem uma função, tipo ultima revisão - edição. Me lembro sempre das árvores. Corrijo no texto do caderno original, e lapido no pc. Num processo: O utilitário é agradável.
Como foi sua experiência com editoras?
Tenho boas experiências mas, meu conselho sem ônus é: procure o seu editor. Um bom editor, ajustado às suas aspirações de escritor, mantém seu caracter.
Em que projeto você está trabalhando agora?
Laboro um texto sobre as revoluções. Formato um enorme atalho a história da anarquia e revolta contra a opressão. Um homem sem forma procura seus ideais, alguns vampiros (convictos) oprimem seus sentimentos, o ambiente o adora, ele fala com os animais, com as plantas, protege a água, as montanhas... Morre em vida ou se libera? A doce revolta o isola? É a continuação de um conto arcaico de um rapaz que nasceu de dentro de um pêssego que eu achei nos meus livros de enfante. E estou indo a Parati fazer mídia para meus fiéis e novos leitores.
O que você me recomenda fazer com todos esses textos que venho escrevendo há anos mas nunca os mostrei a ninguém?
Passo a passo: .Separe o que você acha justo do que ainda é idiota. .Visibilise esses textos. Formate um "blog" na NET, o Blogger, por exemplo, é prático e lhe mostra uma resposta em termos de leitores. .Receba instrução, anime-se! .Continue escrevendo. A literatura é um bilhete ao homem do futuro. A memória é uma arte de fruto futuro.
 

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© olimpio TURBUS
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