Entrevista a:Pedro Antônio de Oliveira [pedroantonio]
ESCREVER
 | Como você começou a escrever? Quem lia para você ao principio? Eu escrevo desde muito jovem; comecei na escola, participando de campeonatos de redação. Minha mãe sempre leu inúmeros livros para mim - o que me despertou a paixão pela leitura e pela escrita. |
 | Qual é seu gênero favorito? Algum link onde possamos ver ou ler algo sobre sua obra recente? |
 | Como é seu processo criativo? O que ocorre antes de se sentar a escrever? Às vezes sinto aquela vontade enorme de escrever. Daí, eu tenho de largar tudo e escrever! Outras vezes, por necessidade, preciso me concentrar e colocar a mente para funcionar. Tento pensar em coisas bonitas que despertem sentimentos felizes, recordações agradáveis... |
 | Que tipo de leitura ativa sua vontade de escrever? Com certeza, textos criativos, emocionantes e bonitos. Não importa se é livro ou um blog bacana, se é poesia ou um conto sensível. A beleza de um texto se revela de muitas formas. |
 | Quais são para você os ingredientes básicos de uma historia? Criatividade, surpresa e emoção. |
 | Em que sapatos você se encontra mais cômodo: primeira pessoa ou terceira pessoa? Primeira pessoa me deixa mais próximo do leitor. Eu gosto mais. |
 | Que escritores conhecidos são os que você mais admira? Lygia Bojunga Nunes, Mario Quintana, Rita Espeschit, Sylvia Orthof, Walmir Ayala, Sonia Junqueira, Ronaldo Simões Coelho, Bartolomeu Campos Queirós... São muuuitos (risos!). |
 | O que torna um personagem crível? Como você cria os seus? A sua capacidade de mexer com o leitor. |
 | Você é igualmente hábil contando historias oralmente? Hum... Ainda não tive oportunidade de experimentar. Acho que não! |
 | Profundamente em sua motivação, para quem você escreve? Eu não penso muito nisso. Simplesmente quero bolar um texto que seja inteligente, divertido, atraente para todos os públicos, em especial às crianças ou aos adultos de coração-criança. Quero que meus escritos sejam acessíveis (com uma linguagem simples, mas não simplista) e deixe algo de bom naquele que tiver a oportunidade de lê-los.
Marcelo Zep, um profissional da publicidade, definiu mais ou menos assim - li em algum lugar - a diferença entre simples e simplista: "o simplista, pra mim, significa muita bugiganga e pouca sensibilidade. E o simples, pouca bugiganga e muita sensibilidade." - Achei isso agora na internet. Legal, né? |
 | Escreve como terapia pessoal? Os conflitos internos são uma força criadora? Sim, sim! Com certeza. |
 | O feedback dos leitores serve pra você? Muito. A partir disso, fico sabendo do que eles mais gostam! |
 | Você se apresenta para concursos? Você recebeu prêmios? Sim. Até hoje não ganhei nenhum! (Hauahauahauahauahauahau) Mas chego lá. Me aguardem! Tudo tem seu tempo! |
 | Você compartilha os rascunhos de suas escrituras com alguém de confiança para ter sua opinião? Minha mãe e minha amiga Cleide. |
 | Você acredita ter encontrado "sua voz" ou isso é algo eternamente buscado? Como assim? Minha resposta é não! (risos!) |
 | Que disciplina você se impõe para horários, metas, etc.? Sou meio bagunceiro, mas procuro ler bastante e me concentrar para terminar meus projetos no prazo que eu estabeleci. |
 | De que você se rodeia em seu escritório para favorecer sua concentração? Nada. Minha casa é um tremendo barulho - o que, muitas vezes, me atrapalha! Mas sou persistente e não me rendo! |
 | Você escreve na tela, imprime com freqüência, corrige em papel...? Como é seu processo? Só escrevo no computador. Quando eu era pequeno, minha letra era linda. Agora virou um rabisco de monstro! Quase não consigo mais escrever de próprio punho. Porém, as últimas revisões daqueles textos, digamos, importantíssimos, eu as faço no papel, deitado na minha cama, de caneta na mão (mas antes reviso milhões de vezes pelo computador mesmo). |
 | Que sites você freqüenta online para compartilhar experiências ou informação? Vários, vários, vários. |
 | Como foi sua experiência com editoras? Muito positiva até o momento. Na minha adolescência, procurei várias para que pudessem editar meus livros. Porém, reconheço, os textos ainda não estavam maduros. Quando foi um dia, aconteceu! E pra valer! Publiquei dois livros, em menos de um ano, por uma editora grande, a Saraiva - outubro de 2007 e agosto de 2008. As coisas quando têm de acontecer adquirem força! Mas é preciso fazer a nossa parte! |
 | Em que projeto você está trabalhando agora? Segredo. |
 | O que você me recomenda fazer com todos esses textos que venho escrevendo há anos mas nunca os mostrei a ninguém? Mostre a alguém que entenda de literatura e que seja de sua confiança. Eu fiz isso! E sempre aproveitei os conselhos de pessoas experientes. Foi por isso que hoje estou realizando meu sonho de trilhar esse caminho da literatura. Cuidado com pessoas que não sabem nada e que só servem para deixar a gente pra baixo. Tenha coragem e humildade de submeter o seu trabalho à apreciação de outrem. Pode valer a pena! Acredite em você! Esteja preparado(a) para as críticas. Só com dedicação e bastante observação, se aperfeiçoa uma obra. |
JORNALISMO
 | Qual é sua especialidade? De que assuntos você trata? Atualmente trabalho numa assessoria de comunicação, mas minha grande paixão é a literatura infanto-juvenil. |
 | Em que meios você trabalhou? Já trabalhei em rádio, TV e assessoria de comunicação. Durante mais de seis anos, escrevi para o público infanto-juvenil nos dois principais jornais de Minas Gerais. Foram cerca de 200 textos, dentre eles, contos e poesias. Também fiz ilustrações e tirinhas. |
 | Um endereço web onde possamos ver algo sobre você? Tem o meu blog: A Torre Mágica. O endereço é www.atorremagica.blogspot.com . |
 | O que é noticia? Na faculdade, me ensinaram uma porção de coisas a respeito do que seja notícia. Hoje já nem sei mais qual o conceito apropriado para ela. Tudo vira notícia de acordo com certos interesses. O silicone novo da Fulana, o beijo que não sei quem deu no ator Tal, e por aí vai! Não estou aqui para criticar coisa alguma. Os tempos são outros e quase tudo é tido como "fato" e de "interesse público". Daí, vira "notícia". Há um público que consome esse tipo de produto, então não se pode reclamar (rsrsrsrs). |
 | O que é para você a objetividade? É viajar o mínimo possível na maionese! Deixe os frufrus e rodeios para os textos literários e procure ser fiel aos fatos. Mas ninguém é cem por cento objetivo. Cada um conta do seu modo o que viu ou apurou. Evite adjetivos e procure ser imparcial. Pelo menos, tente! |
 | Qual é a melhor manchete que você leu? Prefiro não citar uma em especial, até porque agora não me lembro. Mas posso dizer que venho me surpreendendo com manchetes que fogem totalmente às regras jornalísticas em favor do efeito que causam. Por exemplo: "A casa caiu" em referência à prisão de uma quadrilha que roubava carros. Gosto quando as manchetes trazem notícias felizes. Estamos cansados de tanta tragédia e de como se aproveitam delas para se vender jornal. |
 | Qual é a manchete que você gostaria de ver algum dia nos jornais? Vou dizer duas: "Cientistas descobrem a cura para a Aids" e "Brasil vence a corrupção". |
 | Que jornal você compra aos domingos? Onde você o lê? Tenho me informado mais por meio da internet. É mais rápido, embora algumas vezes mais superficial. Tenho contato diariamente com, pelo menos, quatro jornais. Mas não leio tudo, é claro! |
 | A liberdade de expressão acaba onde começa a linha editorial da mídia? Infelizmente sim. Mas não deveria. A censura existe em qualquer veículo. Não se iluda. |
 | O jornalismo de analise e investigação está se perdendo? Não. Inúmeros veículos realizam trabalhos brilhantes nessa área. Isto é, aqueles que têm dinheiro e uma boa equipe. |
 | Com uma câmera em cada telefone, cada cidadão se transforma em um correspondente? Mais ou menos, porque ninguém substitui o bom profissional formado em jornalismo. Ele se preparou para isso. |
 | Como você explica o auge do jornalismo dedicado ao show business? Existe um público que consome esse tipo de produto. Então... |
 | Qual é sua posição sobre o direito dos famosos a sua intimidade? Se quiserem ser anônimos, escolha uma outra profissão. É o preço que se paga pela fama. |
 | O que você pode nos ensinar sobre a arte da entrevista? O importante é você não intimidar seu entrevistado, mesmo que ele esteja te contando algo terrível. Entre na dele e o faça se sentir à vontade. Ele precisa confiar em você para "entregar o ouro". |
 | Pessoas famosas que você entrevistou Paulo Ricardo, Jonas Block, Thais Fersoza, Thaís Garayp, Roberto Drummond... ah, várias pessoas! Mas isso não é o mais importante. Já entrevistei anônimos com histórias fantásticas de vida! |
 | O jornalismo blog está revolucionando a profissão? Sim. O blog é a nova sensação. Sou suspeito para falar, pois adoro. |
 | O jornalismo de papel desaparecerá? Acredito que não. Mas quem sou eu para afirmar isso!? O mundo está em constante mutação e tudo é possível em virtude das tecnologias que despontam a cada momento. |
 | O que você pensa de imprensa gratuita que se distribui nas cidades? Não tenho nada contra. |
 | Qual é o livro que você gostaria de escrever? Já escrevi dois: "Metade é verdade, o resto é invenção" (2007) e "Uma história, uma lorota... e fiquei de boca torta" (2008) - ambos para o público infanto-juvenil (Editora Saraiva/Formato). O livro que eu procuro escrever é aquele que prenda a atenção do público, seja ele adulto ou infantil, e que faça despertar emoções profundas de encantamento, alegria, tristeza, enfim... que marque a vida do leitor! |
 | Algum lema ou principio ético esclarece suas decisões em momentos de confusão? O respeito pelo ser humano acima de tudo! O dinheiro não está em primeiro plano na minha vida e nunca estará. |
 | Que conselho você dá a alguém que acaba de sair da faculdade e quer se introduzir na profissão? Acredite no seu talento e não desista ao se deparar com os "nãos" da vida. Quem acredita sempre alcança! (rsrsrs) |
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