Escrevo sem conflitos, sem uma ruptura entre o poeta e o leitor, antes impõe este a uma disciplina mental, ensinando-lhe a imaginar nos intervalos, encobrindo analogias e paralelismos. Sendo de natureza impulsiva e romântica, julgo ter feito um trabalho verdadeiro , pois se os relacionar à minha contínua necessidade de expulsão de sentimentos, meus textos são até construídos e ordenados.
Já foram, especialmente na adolescência. Hoje, não mais, exceto quando preciso desabafar e não tenho com quem conversar.
Comecei a escrever com essa motivação. Uma forma de aliviar angústias, alimentar a alma atormentada com problemas do dia-a-dia, relaxar. Mas aos poucos a necessidade de escrever deixou de culminar apenas nos momentos difíceis e passou a fazer parte da minha vida. Hoje, eu sou o que eu escrevo. Não me vejo sem meus versos, meus textos, meus pensamentos meio tortos e bagunçados às vezes, mas que me completam.
Para mim, não se aplica. Como não ganho nada material com o que escrevo, acho que a escrita é um hobby de luxo - ou um ofício do coração. Quanto aos meus conflitos internos, isso é muito mais matéria-prima para a poesia do que para a ficção. Pelo menos, no que consigo perceber.
Escrever é um exorcismo do meu alter ego.
A minha terapia faço no divã da minha analista.
Não lhe chamaria conflitos internos. Por vezes, ao observar uma situação comum do dia a dia, surge-me na mente a hipótese do: "E se em vez de ter acontecido assim, tivesse acontecido..." e isso, por vezes, é o suficiente para despoletar a base de uma história.
Outras vezes, a vontade de escrever surge apenas da necessidade de passar para palavras escritas os sentimentos que me inundam, as sensações que guardei de determinado momento ou momentos.
Acho que não é terapia, no sentido clínico da palavra. Supostamente um médico é feliz atendendo, um executivo organizando, um pintor pintando. O trabalho é a vida pessoal de uma pessoa feliz. Acredito que com o oficio de escrever acontece o mesmo. É uma terapia pois me faz sentir bem fazendo. E não é porque não a uso como escape às minhas frustrações.
Influenciam os meus momentos, e me fazem olhar para dentro das coisas, mas não escrevo com propósito de desabafar. A escrita passa muito além disso.
Se meus conflitos internos realmente fossem uma força criadora, já teria escrito uma “Odisséia”, um “Dom Quixote” e um “Ulisses”.
Escrever certamente é uma terapia e toma todo meu tempo atualmente.
Quando escrevi meu primeiro livro, o segundo a ser publicado, Triskle, fui realmente impulsionada por conflitos internos, pela fase de mudança profunda pela qual passava na época. Hoje crio os conflitos especialmente para meus personagens...
Terapia pessoal e principal! Minha valvula de escape. Como se depois de escrever abrisse um espaço em mim para mais coisa acontecer, pra viver mais, e depois escrever mais, e viver mais, e escrever mais...
Com certeza, depois que comecei a me dedicar mais a escrever, comecei a crescer como pessoa e a ter pontos de vista diferentes sobre um mesmo assunto.
o que seria de mim sem os conflitos? me movem sempre
Com certeza, escrever é o melhor remedio para deixar livre tudo aquilo que mora dentro de você.
Sim. São nessas horas que fico mais sensível e, posso por para fora coisas que me incomodam e que gostaria de soubessem de como me sinto. |