É o processo. Como disse escrevo sempre, sem compromisso. Tenho mais cuidado mesmo, de labor, na edição estou sempre disposto a lapidar, deixar sonoro, imprimir somente o limpo.
É difícil falar sobre isso. Não há uma receita, geralmente o texto vai nascendo dentro de mim, ganhado força, de repente eu começo a escrever. Não marco hora com o teclado, mas procuro ser assídua na escrita. Escrever é um exercício, se não praticar...
MEU PROCESSO E SEMPRE DOLOROSSO PORQUER CADA DIA EU
Q PASSA VEJO COISA Q ME DEIXA MUITO MALOK
Não existe "processo criativo". Não para mim. É sentar e escrever. Não tem regras. Escrevo por necessidade. Porque preciso e amo isso. Amo precisar das palavras.
O processo criativo decorre de uma necessidade de expressão. Escrever é uma catarse, um orgasmo, uma experiência unicamente humana.
´leio uma notícia, lembro um acontecimento, ouço histórias das pessoas. Às vezes uma frase é o suficiente. Agora preparo um livro sobre dependências: estudo e escrevo baseada em depoimentos vivenciais.
A poesia será sempre um meio de comunicação de sentimentos na escrita. Eu tenho um ritmo pessoal, operando desvios de ângulos, mas sem perder de vista a tradição, procurando atingir o núcleo da idéia essencial, a imagem mais direta possível, abolindo as passagens intermediárias. Certa da extraordinária riqueza da metáfora - tratei de instala-lá nos meus poemas, com toda a sua carga e força emocional!
Geralmente, começo pelo título, pois quando me sento para escrever o texto já está praticamente montado em minha mente.
Meu processo criativo é muito caótico; quase nunca me sento com esta finalidade. Muitas vezes já acordei no meio da noite com um trabalho na cabeça; inclusive, uma vez compus um poema dormindo e quando acordei pela manhã, o escrevi todinho e depois de vê-lo no papel achei que já o havia visto e que poderia ser plágio (risos). Pelo sim, pelo não, tenho sempre caneta e papel na cabeceira...
Algumas vezes a inspiração vem naturalmente, do nada, então tenho que me sentar ao micro e anotar o que veio à mente. A partir daí as idéias vão se formando e surge mais um trabalho.
Em outras vezes, sinto necessidade de escrever. Abro um bloco de notas e fico viajando em imagens, lembranças, pensamentos, até que surja algo.
Se não consigo escrever nada, sinto-me vazia e triste.
Não sou organizado a ponto de dizer que haja um método. Entretanto, eu costumo pensar, meditar a respeito da história ou dos poemas, antes e depois de escrevê-los. Muitas vezes, depois de uma primeira leitura, modifico muito o que já foi para o papel.
A propósito, há épocas em que escrevo direto no pc, outras em que escrevo em papel primeiro.
Bebo.
Para ser sincera, não ocorre nada. O processo de escrita é feito de uma forma natural. Normalmente, não me sento em frente ao computador propositadamente para escrever algo que já tenha em mente. O que acontece é estar a fazer outra coisa qualquer e sentir o impulso de escrever.
Acontece de formas diferentes, mas gosto de sempre deixar o ambiente confortável (do meu jeito), me aproximo ao máximo do que estou escrevendo, o meu momento acaba influenciando. Antes de escrever eu me movo entre as palavras e elas tomam parte de mim...
Para que eu escreva algo que preste, é preciso uma conjuminação de elementos. Por exemplo: um eclipse solar total, o nascimento de gêmeos albinos em uma tribo caingangue e muito, muito vinho em casa. |