O jornalismo de analise e investigação está se perdendo?
Cada vez mais! E tal facto, deve-se às dificuldades que os profissionais enfrentam no seu dia-a-dia.
A violação do segredo de justiça, veio dificultar as coisas... não no sentido de sabermos os "segredos", mas na forma de como os divulgarmos.
Acredito que sempre haverá espaço para o jornalismo de análise, principalmente para um público mais exigente que busca uma informação mais apurada.
Quanto ao jornalismo investigativo penso que está cada vez mais escasso. Muitos profissionais não querem arriscar suas vidas por causa de uma notícia.
O trabalho de um jornalista por si já é investigação, mas devido ao pouco tempo de análise da conjuntura dos fatos e das fontes, a informação chega aos leitores apenas como pílulas de irformação. Muitas das vezes não são completadas as informações primeiramente apuradas. Pode-se comparar aos reustarantes de comidas rápidas, temos que digerir as informações tão rápidas, que ao fim do dia, não tivemos tempo de digeri-las, nem processa-las. Muitas notícias lidas no início do dia não são lembradas no fim.
Jornalismo e Investigação são redundância. Não que o jornalista seja um investigador, mas é sim um investigador de fatos.
A Análise vai sempre existir porque o ser humano é crítico e o meio jornalístico é sempre um espaço aberto pra isso, com ou sem censura. O que não pode acontecer é haver, sempre, análises sem fundamento.
Uma analize investigativa de um certo Alemão no rio de janeiro. Alias uma hitoria muito interessante a ser investigado.
Está apenas adormecido, uma vez que a rapidez de informação e os acontecimentos constantes não dão espaço para uma apuração mais aprofundada.
Não. Isso depende muito de cada jornalista e do meio de comunicação onde se trabalha. Geralmente, o que vem acabando com a análise e a investigação é a pressa, a urgência em noticiar. Mas cabe ao jornalista, na hora de escrever e compor sua matéria, cuidar para que esses detalhes tão importantes não sejam atropelados pela correria do deadline. Da mesma forma, depende do jornalista não ser influenciado por fatos escandalosos a ponto de noticiar apenas o que lhe convém, ignorando a necessidade de apurar todos os lados da informação.
Se perdendo não seria o caso, mas está ficando excasso.
Sim!
Há muito tempo. Pratica-se mais a informação superficial. Talvez em virtude da internet.
Acredito que sim. Vivemos hoje em um contexto cada vez mais dinâmico, onde as notícias correm quase instantaneamente. Na busca pelo furo de reportagem, muitas vezes a notícia é dada sem a apuração devida e, em muitas vezes, os erros acabam sendo cometidos.
Pelo contrário, sairá fortalecido com a propagação de mídias. Os impressos investirão cada vez mais no furo, na tendência e na contextualização - coisa que só bons jornalistas enxergam e descrevem.
Ele nunca foi algo tão comum quanto dizem, mas hoje em dia é praticamente impossível conseguir convencer um editor de que vale a pena manter um repórter imerso na investigação de uma pauta durante várias semanas. Pura questão de otimizar custos. Com isso se perde sim qualidade de apuração.
Quanto ao jornalismo de análise é justamente o contrário, não tem praticamente uma editoria que não tenha uma ou mais colunas assinadas por algum guru.
Apenas passa por uma fase conturbada, onde faltam maior apuração nos fatos para sua devida publicação. |
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