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Que experiências do passado o levaram a dedicar-se a isto? Como se despertou em você a vocação educadora?
 
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Minha vocação como professor começou quando decidi abandonar a escola no segundo grau e me tornar autodidata. Passei a ler, estudar e aprender apenas o que reafirmava a minha condição humana. Passei a escrever e, para fazer meus próprios fanzines, aprendi computação gráfica. Por isso acabei sendo contratado em 1997 por uma agência de publicidade e, no ano seguinte, pelo curso de Comunicação da Universidade de Uberaba (Uniube). Ao vivenciar intensamente a experiência de participar de todas as atividades possíveis em um curso de Comunicação, passei a estudar educação também. Em 2001 terminei o segundo grau e em 2002 ingressei no curso de Jornalismo. Escrevi muitas reportagens, artigos acadêmicos, fiz vários testes de proficiência, me formei antes da minha turma (em 2004) e fui imediatamente contratado para ministrar aulas. Em 2009 fui nomeado coordenador do curso onde me formei. 


sempre me relacionei muito bem com crianças e adolescentes e depois que trabalhei 2 anos em uma escola privada me despertou este amor pelo ensino. 


Estímulo dos pais a práticas esportivas e educadoras. 


Acredito que todo educador demonstra tendências desde a infância. É o prazer em ensinar um colega de sala, de explicar uma matéria que os outros desconhecem. É a busca constante por embasamento para tratar de um tema.

Quando notei essas características em mim, percebi que só seria feliz exercendo-as na posição de educador.
 


Primeiro por necessidade, depois se tornou em paixão. 


Meu pai foi o principal responsável, mas a pessoa que curiosamente me incentivou mais foi a minha primeira professora Jaci. Ela virou para mim um dia depois de treinar bastante e disse: “André que tal você fazer um ciclismo, uma natação, um Cooper, ou mesmo aeróbica? Você não percebeu que não é esse seu caminho?” Imediatamente comecei a treinar muito mais, todos os dias, e em tudo quanto era momento. Lia tudo o que aparecia, passei a respirar Yoga. Acabei descobrindo que Yoga, era algo que me definia como pessoa e mais do que isso, passei a gostar de dar aulas, e fazer os outros descobrirem seus potenciais. 


Fui aluno da rede pública onde pude participar desde cedo da vida funcional das Escolas por onde passei desde o Ensino Fundamental.

No então segundo grau participei de movimento estudantil visando manter nossa escola funcionando o que me levou a ser representante discente da Escola junto a 14ª Delegacia de Ensino.

Na Universidade integrei o Conselho Universitário da Faculdade de Filosofia Letras e Educação da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Participei por fim ainda do Movimento Escoteiro desde jovem até chegar a liderança juvenil e adulta do Movimento como Delegado Nacional por São Paulo nos Congressos Nacionais.

Entendo a educação pública como um processo coletivo. Onde não se tem apenas um professor reprodutor mas também uma participação ativa do aluno, onde o professor mediador precisa constantemente buscar incentivar o aluno a participar, ser um cidadão crítico.
 


Estava no primeiro ano de Ciencias Biologicas quando fui convidado a dar aulas proximo a minha casa. Na ocasiao, a evasao de professores no governo Fleury era grande. MInha intencao era transferir - me para um curso da área médica. Mas o ambiente da sala de aula me agradou bastante, pois percebi que era possível cuidar de pessoas na sua formação pessoal, sem necessariamente passar um receituário ou tirar uma dor.
Trabalhei um tempo no ramo de saude empresarial como assistente de Dpto Operacional e voltei ao magistério através do SESI, onde reafirmei minha vocação para a profissão do professorado.
 


Na verdade não foi uma escolha nata! Na época a realidade da educação superior no Brasil encontrava-se muito limitada no que diz respeito à oferta de cursos (sobretudo para o noturno). Não diferindo muito da realidade de milhões de pessoas que necessitava estudar e trabalhar ao mesmo tempo, tentei inicialmente um curso mais próximo do que curso técnico que havia feito no antigo segundo-grau, mas não logrei êxito e depois outra possibilidade e eis que estou na educação, apaixonado (brinco sempre que é uma cachaça - dura a princípio, mas viciante)! 


Eu nunca imaginei que um dia seria professor, sempre fui executivo de empresas, de agências de comunicação, de publicidade. Mas a partir de 1999 fui convidado para ministrar palestras, era toda semana em um local diferente, e não foi difícil receber convites para ministrar estas palestras em Universidades e depois foi um pulinho para ser professor, as portas foram se abrindo naturalmente.... 


As experiências são com vendas, teatro, lidando com público. Não é o meu foco principal ficar dentro da sala de aula, mas já que estou ali, tenho a chance de influenciar positivamente os alunos, então me dedico, não consigo resolver todas as situãções, junto com a professora, mas jamais fico sem fazer nada. As crianças nunca ouviram Não e se acham donas da razão. Ao fim de um ano com a primeira vimos que o resultado foi satisfatório. Agora na quarta parece já estar fazendo efeito. As vezes não sei o que fazer, mas sei que tenho que fazer alguma coisa para ajuda-los 


Em 1968 terminei o curso de economia na, então, Faculdade de Economia da Universidade do Brasil no Rio de Janeiro. Rápido descobri que havia cerca de sete cursos de economia no Rio formando algo como 300 economistas por ano e a necessidade do Brasil para esta especialidade era, na época, algo como 50 profissionais.

Desemprego certo eu fui procurar me especializar na Inglaterra unindo a necessidade ao sonho. Londres era na década de 60 o centro do mundo, os Beatles, as ruas King’s Road e Carnaby Street; a cidade juntava a intelectualidade, a música e a badalação. Me fui com recursos próprios juntados de economias e acordos de FGTS que me dariam para ficar por dezoito meses na Inglaterra. Londres foi uma paixão a primeira vista; os londrinos dizem “se você está cansado de Londres desista; você esta cansado da vida.”

Preferi uma pobreza centralizada do que manter padrões da vida caseira de cá e para isso ter que pegar a linha do trem de subúrbio. Fui morar em “Chelsea, off King’s Road” a uma quadra do Rio Tamisa. Mas, morava em um “bedsitter” algo como um conjugado, com cama, pia e algum instrumental de fogo para realizar pequenas cozinhas.

Muito cedo percebi que não daria para fazer um mestrado em economia. Minha formação brasileira exigia um nivelamento e tudo não ficaria por menos que dois anos e meio. Longo tempo para o pouco dinheiro. Fui, então, aprender inglês. Mas, todo o domingo lia o Sunday Times que tinha um caderno sobre educação e onde todas as Faculdades do Reino Unido publicavam sua oferta de vagas para os mais diferentes cursos.

Li então sobre um curso de ciência da informação, oferecido no Centro de Londres, pela The City University, antes Northampton College e parte da Universidade de Londres, especializado em engenharia de aviões, supersônicos, foguetes etc.. Era 1968 não se sabia muito bem o que era ciência da informação. Pensei ser um ramo da Comunicação Social, coisa muito em moda depois da segunda guerra. Fiz uma aplicação para fazer o curso de mestrado e fui ter uma entrevista com Jason Farradane, o coordenador. Farradane viu que eu não sabia muito do que se tratava, mas se encantou em ter um economista como aluno pagante e me aceitou e foi meu orientador, com a condição de que minha dissertação final fosse sobre ciência da informação e economia.

Terminei o meu mestrado, retornei e fui trabalhar na PUC do Rio de Janeiro. Cheguei ao Rio em um anoitecer de verão e o navio o “Eugenio C” antes de aportar parou de frente para o Cristo Redentor na Baia de Guanabara iluminada o que foi uma linda visão e enorme emoção. Mas foi ali, naquele instante, que percebi, definitivamente, que minha terra seria, também, uma Ilha e Elizabeth minha Rainha para sempre.

Já desembarquei sonhando em voltar para a minha Ilha o que consegui, algum tempo depois para ficar mais quatro anos e fazer o doutorado em Ciência da Informação na mesma The City University. Voltei em para vivenciar a segunda fase da área a do cognitivismo na ciência da Informação.


Notas:

[1] Minha dissertação de mestrado foi sobre “ A troca de informação econômica e comercial entre o Reino Unido e o Brasil” – nos anos 1950 o Reino Unido havia perdido a oportunidade de participar da fabricação de carros populares no Brasil por falta de informação econômica sobre este país.
 




Bem.... me interessei pela área educacional já na Universidade, mas sempre me dediquei ao ensino esportivo com carater de treinamento. Fui técnico de algumas equipes de volleyball do Vale do Paraíba. Através de um projeto esportivo, comecei a ministrar aulas para pessoas carentes, e logo em seguida passei a me dedicar mais pela área educacional. Hoje ministro aulas na pré-escola e do 2º ao 9º ano na Prefeitura Municipal de Jambeiro. 


A vocação educadora, no meu caso, foi despertada precisamente com a primeira aula que dei :-) senti que alguém precisava de mim, daquilo que eu sabia. 


Creio que foi mais vocação do que uma verdadeira escolha, afinal, sempre tive sanha por marketing e criação, mas o furor pedagógico acabou falando mais alto... 



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