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Entrevista a:

Silvana [sil] 


MARKETING
Qual foi sua trajetória profissional até agora?
Comecei como redatora publicitária e após 13 anos me tornei vice-diretora de criação de uma agência de propaganda de Campinas. Atualmente sigo como freelancer na área de propaganda, além de desenvolver trabalhos artísticos em parceria com uma artista plástica e designer gráfica. Também sou responsável pelo conteúdo de um portal de internet que aborda principalmente tudo o que acontece em um bairro importante na cidade de Campinas/SP.
Você está presente em alguma rede social para networking profissional? Serve-lhe para algo?
Sim: Linkedin, twitter, facebook. Tenho obtido ótimos resultados para divulgação e acesso ao portal, mas profissionalmente em minha área de atuação em freelance de publicidade não tem surtido muito efeito.
Algum endereço web onde possamos ver mais sobre você?
Pessoal: http://silpocay.blogspot.com/ Profissional (freela): http://silpocay.wordpress.com/ Negócios e onde também mantenho uma coluna: http://www.portaldocambui.com.br/
Em que mercado, produto ou serviço você está trabalhando agora?
Internet: construção de um veículo de notícias e novidades totalmente imparcial e diferenciado, com produção de conteúdo livre e comercialização de espaços publicitários e forte conexão com as rede sociais.
Esse produto existia há 10 anos? E a marca?
Sim, mas eles eram mais amplos, não eram tão segmentados ou regionalizados. Nós falamos principalmente sobre um bairro, mas de maneira ampla, trazendo coisas interessantes de fora dele também. Acho que é um conceito de abordagem mais aberta e inovadora.
Como é o consumidor ou usuário que você tem que ganhar?
Há o tipo antenado e totalmente conectado às novas tecnologias e mídias sociais que além de público alvo servem como formadores de opinião. E há o tipo ainda tímido na rede, que gosta de acessar bom conteúdo, mas não tem o hábito diário de acompanhar as inovações. Mas ambos são curiosos e valorizam os assuntos mais segmentados, mais próximos do dia a dia e da realidade deles.
Qual é a chave para conseguir a fidelidade de um consumidor?
Conteúdo confiável, imparcialidade, atualização e interatividade.
Que tipo de comunicação você está empregando?
Outdoor, comunicação direta offline e online, revista, anúncios em sites parceiros e muito boca a boca via redes sociais.
Qual é a sua concorrência?
Não há muitos concorrentes diretos, pois abordamos de forma diferenciada e mais abrangente os assuntos do bairro. Alguns focam apenas nas atividades culturais, outros em endereços comerciais, outros em coluna social de baladas, gastronomia. Nós apresentamos um mix de tudo com muita variedade e maior aprofundamento muitas vezes.
O que diferencia seu produto ou serviço da concorrência?
Variedade, cuidado com o conteúdo (na forma, abordagem e filtro do assunto), design e leveza visual, navegabilidade e geração de identidade com o usuário, fazendo com que ele se sinta em casa, como se sente no bairro.
Como você avalia os resultados obtidos até agora?
Em termos de construção de marca e credibilidade muito bons. Já somos bastante conhecidos e bem conceituados no mercado. Em termos de negócios estamos começando a comercializar os espaços (uma semana) e não temos ainda uma medição de retorno.
O marketing cria necessidades inexistentes?
Acho que sim e vai além: faz você acreditar que não vive mais sem isso ou aquilo.
Qual via é a melhor para comunicar seu produto: emocional ou racional?
A emocional, com uma pitada de racionalidade.
O consumidor é rei. Os anunciantes já foram informados disso?
Acho que sim, vivemos o mote "O cliente sempre tem razão" e, na maioria das vezes os anunciantes sabem e respeitam isso. Para construir uma imagem leva-se anos, para destruir, um minuto basta. Acho que essa deve ser a tônica da marca que quer sobreviver ao tempo. É nisso que acredito e é essa filosofia que "vendo" para meus clientes. Mas há empresas que ainda não se deram conta disso e talvez já seja tarde para elas.
Vamos em direção de uma publicidade e um marketing cada vez mais individualizado?
Cada vez mais personalizado, segmentado, próximo das necessidades e desejos individuais. E a internet colaborou muito para isso.
O que é o mais surpreendente que você aprendeu sobre marketing digital nestes últimos anos?
Que toda ação gera uma reação instantânea! E isso pode ser perigoso ou maravilhoso.
Faz alguns anos se dizia que as vendas online acabariam com o comercio tradicional, no entanto está mais vivo que nunca. Como se explica isso?
Acho que há espaço para ambos. Mas ainda há muito preconceito e insegurança em se comprar no ambiente virtual. Embora as vendas do ecommerce estejam crescendo absurdamente, algumas pessoas ainda preferem a compra tradicional. Além do mais, alguns produtos ainda exigem uma contato mais real, ao vivo, antes da definição de compra. E a barganha por preços também é um diferencial importante nas compras no comércio tradicional.
Você acredita que marketing 2.0 é realmente um novo paradigma?
Com certeza.
Faça-se de profeta. Qual fenômeno revolucionará o marketing nos próximos anos?
A internet continuará surpreendendo, mas não sei como. Se soubesse já estaria aplicando a inovação, com certeza!
O que você aconselharia a alguém que começa no mundo do marketing?
Observação, sensibilidade, ousadia e criatividade.
 

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Silvana
Campinas - Brasil


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© Silvana
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