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Entrevista a:

Everton Santos [tom] 
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JORNALISMO
Qual é sua especialidade? De que assuntos você trata?
Sou formado em Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Apesar de não me considerar um especialista, abordo assuntos relacionados ao cotidiano, principalmente em textos/contos ficcionais.
Em que meios você trabalhou?
Jornais Diário do Oeste, Impacto, O Independente, Rádio Cultura, Assessoria de Comunicação.
Um endereço web onde possamos ver algo sobre você?
O que é noticia?
O desafio de informar o público sobre algo. Ferramenta do profissional de jornalismo para divulgar acontecimentos, após minusciosa apuração.
O que é para você a objetividade?
Fundamental. Informar claramente, sem interferências e de maneira coerente é essencial para um profissional da mídia.
Qual é a melhor manchete que você leu?
Muitas manchetes são memoráveis.
Mesmo não tendo lido o jornal: “Basta – Fora!" O Correio da Manhã.
Qual é a manchete que você gostaria de ver algum dia nos jornais?
Fim da corrupção! Políticos presos.
Que jornal você compra aos domingos? Onde você o lê?
Estadão e Folha. Em casa, acompanhado de um bom café.
A liberdade de expressão acaba onde começa a linha editorial da mídia?
Discordo. Jornalismo não é negócio. Nenhuma linha editorial é melhor do que a verdade.
O jornalismo de analise e investigação está se perdendo?
O imediatismo da imprensa, ocasionado em parte pela internet, tem prejudicado a atuação profissional. No entanto, o bom jornalismo se faz com muita investigação, análise e equilíbrio das fontes.
Com uma câmera em cada telefone, cada cidadão se transforma em um correspondente?
Não. Talvez em uma fonte.
Como você explica o auge do jornalismo dedicado ao show business?
Há uma parcela de leitores em busca desta leitura, mas devemos indagar: quem promove esta leitura, quem produz ou quem procura? Não sou adepto deste tipo de invasão midiática.
Qual é sua posição sobre o direito dos famosos a sua intimidade?
Pessoas públicas devem ter sua vida privada respeitada. Na minha opinião, a mídia tem pautas muito mais interessantes.
O que você pode nos ensinar sobre a arte da entrevista?
Ensinar? Não. Talvez possa compartilhar algumas experiências. Estudar o assunto ou personalidade. Elaborar uma pré-pauta, mas não se prender a ela. Manter o bom relacionamento sem se tornar amigável. Não seja rude, mas faça todas perguntas, mesmo as mais duras. Não se intimidar. Deixe claro quem é o jornalista e quem é o entrevistado. Uma dica: nunca se esqueça do por quê?
Pessoas famosas que você entrevistou
Aloízio Mercadante, José Serra, Mário Covas, Arlindo Chinaglia...
O jornalismo blog está revolucionando a profissão?
De certa forma. É uma nova mameira de divulgar aquilo que, em alguns casos, não é veiculado pelo corporativismo capitalista.
O jornalismo de papel desaparecerá?
Na minha opinião não. Está se adequando, mas permanecerá sólido.
O que você pensa de imprensa gratuita que se distribui nas cidades?
Tenho cautela. Antes de tomar aquilo que se lê como verdade, deve-se analisar fatores importantes como os objetivos daquela mídia e quem assina as matérias.
Qual é o livro que você gostaria de escrever?
Um livro sobre as lacunas na lei de licitações. Muitas "autoridades" utilizam a regulamentação para favorecimento.
Algum lema ou principio ético esclarece suas decisões em momentos de confusão?
A verdade prevalesce.
Que conselho você dá a alguém que acaba de sair da faculdade e quer se introduzir na profissão?
Dedicação, paciencia e luta pela profissão.
 

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Everton Santos
Adamantina-SP


[tom] Everton Santos
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© Everton Santos
Endereço web desta entrevista:http://www.whohub.com/tom

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