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Entrevista a:

Willian Fagiolo [willianfagiolo] 


ARQUITETURA
Qual é sua especialidade em arquitetura?
Minha experiência deu-se em dois tempos. No início em grandes escritórios paulistanos, Julio Neves, Croce, Aflalo & Gasperini e Escritório Figueiredo Ferraz. Depois fui para área pública formulando políticas, coordenando e dirigindo projetos, programas e planejamento no setor de habitação social, desenvolvimento urbano e mobilidade. Minha experiência no governo de Palocci em Ribeirão Preto, SP, e depois como seu assessor na Câmara Federal foi muito produtiva. Fizemos as primeiras PPPs no país em habitação social em Ribeirão Preto, quando fui presidente da Cohab. Isso nos valeu vários prêmios nacionais. Depois em 2002, a pedido de Palocci, formulei toda base que serviu para a criação do Ministério das Cidades. Na CET, SP, sugeri torná-la parceira de todos as prefeituras repassando-lhes Know-how através de convênios. Na Itaipu Binacional, elaborei inúmeros projetos para o desenvolvimento do Oeste do Paraná. Uma experiência muito valiosa sempre ao lado de grandes profissionais.
Alguma página web ou blog onde possamos ver algo sobre seu trabalho?
No Twitter http://twitter.com/WillianFagiolo, no http://twitpic.com/photos/WillianFagiolo, http://pro.casa.abril.com.br/photo/photo/listForContributor?screenName=3e47wpzo0meqa. No Google.
O que é para você um bom design arquitetônico?
Arquitetura e cinema são almas gêmeas. O cinema consegue produzir e simular um inigualável espaço urbano, com símbolos e imagens, ou situações emblemáticas, que se refletem nas nossas vidas e até, e principalmente, na própria configuração espacial das mesmas. Lógico que o espaço arquitetônico é muito mais que mera cenografia, pois permite a ligação entre tempo, espaço e homem. Porém, o cinema, cada vez mais, vem tornando-se instrumento revelador de uma nova e flagrante faceta dos centros urbanos: a cidade das aparências, do falso, do simulacro, num complexo jogo de desejo e frustração, de sonho e realidade. De uma forma ou de outra, os traços da arquitetura têm sempre estado presentes nas telas do cinema. Na profissão de arquiteto, tentei apropriar-me dos truques do cinema, ou seja, uma super valorização do olhar, a captura do instante, um voyeurismo cotidiano descoberto pelos gênios do Renascimento, gerando uma certa, e indispensável, espetacularização da realidade.
Que época histórica da arquitetura mais te fascina?
Todas épocas me fascinam. A engenhosidade humana, o artifício, o abrigo, o saber captar a luz, o movimento, na pedra, na madeira, na argila, no mármore, o homem sempre conseguiu produzir uma coreografia de ritmos, gestos, imagens, tomadas (planos) e fantasia...
O nome de um edifício famoso que você não gosta nem um pouco
Impossível responder. Minha paixão pela arquitetura me impede.
Que hardware ou software você usa como ferramentas imprescindíveis em seu trabalho?
Sou do tempo da prancheta, do papel arroz, do lápis 6B, das canetas hidrocor, do nankin. Depois, para finalizar uso os programas que produzem a maquete eletrônica e todos os seus recursos.
Em que cidade você mora ou trabalha? Por quê?
Trabalho em Ribeirão Preto, SP, BR. Sou consultor. Aqui meus filhos nasceram. Gosto de Ribeirão Preto, apesar de viver viajando.
Você trabalha com outros arquitetos? Como se formou a equipe?
Gosto de trabalhar em equipe. Fiz vários trabalhos em equipe. A equipe se forma por afinidade e competência.
O que você pensa dos concursos? Para que tipo de concursos você costuma se apresentar?
Gosto dos concursos, mas há muito tempo eles não aparecem por aqui, no Brasil. No Brasil a profissão do arquiteto é esculhambada.
Como se respeita a identidade do ambiente mantendo a assinatura de um edifício?
Não só na arquitetura, mas respeitar a natureza é obrigação. Contrariada, a natureza é implacável.
Que arquitetos você admira: históricos e contemporâneos?
Palladio, Niemeyer, Gropius, os arquitetos da Bauhaus, Paulo Mendes da Rocha, Norman Foster, Frank Gehry, Zaha Hadid, Rem Koolhaas, Santiago Calatrava, Jean Nouvel, Toyo Ito, Richard Rogers, Renzo Piano, Tadao Ando, Herzog & Meuron, Eduardo Longo e gosto muito de mim mesmo....
Em sua filosofia profissional, o que vem antes: a função ou a forma?
Interagem-se. Irmãs siamesas. Uma não vive sem a outra.
Urbanismo horizontal ou vertical?
Sou heterodoxo. Horizontal ou vertical de acordo com circunstâncias. Beleza, segurança, conforto, acessibilidade, meio ambiente preservado.
Como será uma casa unifamiliar em 2050?
Passaremos por 2012?
Que novos materiais geram maior interesse pra você?
Estou muito interessado no plástico verde, o biopolietileno, renovável, resultado de um processo de polimerização equivalente aos processos já conhecidos e dominados, tendo como grande diferencial a obtenção do eteno, produzido por desidratação do etanol da cana-de-açúcar.
Arquitetura bioclimática, sistemas domóticos... se aproxima uma revolução profunda na arquitetura?
Sem dúvida. Mas ainda bastante inacessíveis. Tornam-se "exóticas" neste momento, elitistas.Temos que resolver questões primárias, pré-históricas na questão da moradia e da infraestrutura.
No desenvolvimento de um projeto, você se sente mais próximo a seus clientes, ou do publico que há de usá-lo?
Nem sempre consegue-se as duas coisas ou nem uma, nem outra.
Os faraós construíam pirâmides e os banqueiros, arranha-céus. Será a arquitetura sempre um símbolo de poder?
Não só a arquitetura é símbolo de poder, é consequência, efeito. O poder em si, o domínio sobre o outro, já é abominável.
Imagine uma casa ideal para você. Onde estaria? Como seria?
Nas montanhas, na praia, na metrópole. Depende do meu estado de espírito. Estou feliz? Então, basta. Somos urbanoides, nômades.
É possível copiar para ser original?
Acredito nas "boas referências" e não me importo em usá-las.
Onde está o equilíbrio entre a arquitetura arraigada e a que responde a seu tempo?
No encanto no encontro com a paz, com a felicidade, com o equilíbrio, com a harmonia.No encontro consigo mesmo. Se acompanhado, melhor ainda.
Arquitetura espetáculo: são os edifícios cada vez mais fenômenos mediáticos?
A tecnologia tem expandido os limites do homem e o projeto. Acho favorável.
Que lema você gostaria de ver escrito na entrada da faculdade de arquitetura?
Arquitetura é Profissão de Arquiteto!
Que tipo de projeto seria seu sonho nestes momentos?
Projetar para um filme futurista de Steven Spielberg.
Seu artista favorito
Vários, principalmente os desenhistas de histórias em quadrinhos. Mas não dá para desconsiderarmos os grandes gênios da humanidade, em hipótese alguma.
Que páginas de arquitetura na Internet você freqüenta?
Frequento páginas dos arquitetos contemporâneos citados acima.
 

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Willian Fagiolo
Ribeirão Preto, SP, BR


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© Willian Fagiolo
Endereço web desta entrevista:http://www.whohub.com/willianfagiolo

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